Gêneros orais nos parâmetros para a educação básica do estado de Pernambuco: uma proposta discursiva de retextualização para o 6º ano do ensino fundamental.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: SOUZA, Maria Wildeny de.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Formação de Professores - CFP
PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS EM REDE PROFLETRAS (UFRN)
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/19005
Resumo: No âmbito escolar é muito comum o ensino da oralidade ser realizado de forma secundária. Diante disso, o objetivo geral no nosso trabalho é investigar e descrever como os gêneros orais específicos da fala, presentes nos Parâmetros para a Educação Básica do Estado de Pernambuco (PE), são tratados e que reflexões eles propõem para o ensino da oralidade em sala de aula. A investigação apresenta como objetivos específicos: i) Elencar os gêneros orais, específicos da fala, que os Parâmetros Curriculares para a Educação Básica do Estado de Pernambuco (PE) propõem para serem trabalhados no sexto ano; ii) Identificar como e se esse documento propõe a didatização desses gêneros para a sala de aula; iii) Propor, através de um caderno pedagógico, reflexões ao professor de língua portuguesa a partir das diretrizes apresentadas pelos Parâmetros Curriculares para a Educação Básica do Estado de Pernambuco (PE) como forma de ressignificar suas práticas em torno dos gêneros orais. De natureza documental, qualitativa e descritiva, tomamos como aporte teórico os estudos de Dolz e Schneuwly (2004), de Marcuschi (2005), de Bakhtin (1997), dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs (1998), da Base Nacional Comum Curricular - BNCC (2018), dos Parâmetros para a Educação Básica do Estado de Pernambuco (2012), de Antunes (2003), dentre outras teorias que defendem o ensino dos gêneros orais formais em conformidade com a leitura e a escrita, para as práticas sociais. Constatamos, com a análise do documento, que os gêneros orais são tratados de forma significativa e apresentados para serem trabalhados com relevância no sexto ano do Ensino Fundamental. Contudo, salientamos que existe uma lacuna no que concerne à sistematização do trabalho com esses gêneros. Entretanto, apesar dessa fragilidade, consideramos um importante aporte teórico para o trabalho com os gêneros orais, ao promover a inserção desses gêneros numa proposta de ensino em concordância com a leitura e a escrita. Apresentamos, por fim, uma proposta de intervenção que visa redirecionar atividades de leitura, escrita e produção textual oral com ênfase nos gêneros debate regrado e seminário, através de atividades de retextualização da modalidade escrita para a modalidade falada. Vale salientar, no entanto, que a proposta apresentada é uma sugestão a ser trabalhada no sexto ano do Ensino Fundamental - anos finais -, etapa de ensino que consideramos importante na ampliação do trabalho com a oralidade.