Estimativa da produtividade primária bruta no nordeste do Brasil com produtos MODIS e influência da base de dados meteorológicos.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: CUSTODIO, Lady Layana Martins.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRN
PÓS-GRADUAÇÃO EM METEOROLOGIA
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/25062
Resumo: A produção primária bruta (sigla em inglês – GPP) é um dos componentes fundamentais do ciclo de carbono global, por isto tem sido objeto de estudos por pesquisadores em todo o mundo, que se intensificaram com o advento das mudanças climáticas. Nesta pesquisa foram analisadas estimativas de GPP para os biomas nordestinos avaliando o produto MOD17A2H (GPPmodis), e mais dois modelos de determinação da GPP com base em dados meteorológicos do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), sendo 1: GPPmet combinando a fração da radiação fotossinteticamente ativa do produto MOD15A2H (sigla em inglês – FPAR); e 2: GPPevi combinando o índice de vegetação melhorado a partir do produto MOD09A1 (EVI09) para os anos de 2012 a 2018, contemplando os fenômenos oceânicos: El Niño, La Niña, gradiente positivo do Atlântico em 2012 e anos de condições neutras e suas relações com as variáveis ambientais e de uso e mudança do solo. As estimativas foram confrontadas com a GPP medida em uma torre micrometeorológica (GPPtorre) localizada no sítio de Serra Talhada, inserida no bioma Caatinga, compreendendo o período junho de 2014 a julho de 2015 do Ameriflux. Os resultados apontam que a variação interanual da GPPmodis foi ligeiramente influenciada pelo total anual da precipitação condicionados aos eventos climáticos, e não houve influências das mudanças de cobertura do solo. Todas as estimativas possuíram sazonalidades bem definidas, devido a isto, houve correlações entre si e com as variáveis ambientais. Em relação a comparação com GPPtorre, os maiores erros foram observados na GPPmodis e GPPevi, enquanto a GPPmet não se observou diferenças significativas (p ≤ 0,01) que pode ter sido um reflexo da calibração local da radiação fotossinteticamente ativa (sigla em inglês – PAR). Portanto, a GPPmet demonstra ser o melhor modelo, desde que se ajuste a porcentagem da PAR pode ser aplicado para a Caatinga, principalmente devido a disponibilidade desses dados sem custos financeiros adicionais. Entretanto, a aplicabilidade para os outros biomas do Nordeste ainda precisa ser mais estudada. Com estes resultados, sugere-se o refinamento dos dados da PAR no MOD17A2H com porcentagens desta variável mais próximas da realidade dos biomas, principalmente, nos trópicos, mas na ausência de dados, a GPPmodis é a melhor alternativa para obtenção da GPP.