Filme de quitosana para liberação controlada de colchicina para tratamento de carcinoma basocelular.
Ano de defesa: | 2014 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
Brasil Centro de Ciências e Tecnologia - CCT PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E ENGENHARIA DE MATERIAIS UFCG |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/387 |
Resumo: | O Carcinoma basocelular é o câncer mais comum do mundo, e apesar da sua evolução muitas vezes benigna, com altas taxas de cura, algumas vezes nos deparamos com casos mais agressivos, invasivos, destrutivos e de difícil controle. É sabido que já houve avanços terapêuticos para estes casos específicos, a exemplo do Vismodegib, entretanto o uso desta droga ainda é uma realidade distante para nossos pacientes brasileiros que se expõe a índices elevados de radiações solares, na maioria trabalhadores rurais de baixa renda e com grande dificuldade a acessibilidade ao sistema público de saúde. Por isso, o presente trabalho sugere uma alternativa para o controle das formas graves do carcinoma basocelular, através da produção de um filme de quitosana dopado de colchicina substância sabidamente antimitótica e com evidência clínica já citada na literatura no carcinoma basocelular, por via transdérmica por liberação controlada da droga que permita mantê-la em um nível sérico contínuo, suficiente para sua ação antimitótica, causando morte seletiva das células tumorais, diminuindo ou extirpando esses tumores, com custos mais acessíveis, pois é uma droga de baixo custo, melhorando consequentemente a morbidade da doença e a qualidade de vida destes pacientes. E os resultados obtidos através das caracterizações apresentaram membranas com variações de cristalinidade (por DRX) de acordo com o processo de reticulação. Por FTIR pode-se observar certa interação entre o fármaco e os grupos amina da quitosana. Pelas microscopias ótica e eletrônica, pode-se observar que o acréscimo de fármaco proporcionou alguma rugosidade a membrana. Também pelas microscopias verificou-se a reticulação não homogênea da superfície da membrana. Por EDS não se verificou nenhum elemento estranho a estrutura da quitosana e do fármaco. Por medida do ângulo de molhabilidade pode-se verificar aumento do perfil hidrofílico da membrana por adição do fármaco, perfil este que foi modificado pelo processo de reticulação. A partir do ensaio de citotoxicidade pode-se constatar que a membrana apresenta certa citotoxicidade. Este resultado demonstra também o potencial da membrana de quitosana em liberar o fármaco, considerando que a membrana apenas de quitosana não apresenta toxicidade em meio biológico, sendo a toxicidade observada no ensaio decorrente do fármaco liberado. |