Avaliação do resíduo agroindustrial de acerola no tratamento de lixiviado de aterros sanitários e sua incorporação em argamassa.
Ano de defesa: | 2021 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
Brasil Centro de Ciências e Tecnologia - CCT PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PROCESSOS UFCG |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/29491 |
Resumo: | Os resíduos sólidos urbanos contêm elevadas concentrações de contaminantes que estão presentes em baterias, tintas, têxteis, enlatados, inclusive em alimentos, os quais para serem produzidos necessitam de substâncias à base de metais pesados e outros componentes tóxicos. Esses contaminantes por serem tóxicos se não forem tratados ou disponibilizados nos aterros adequadamente ocasionam problemas socioeconômicos e ambientais. Nesse contexto a presente pesquisa objetivou propor uma forma de mitigar a periculosidade do lixiviado, por meio de um processo de tratamento aplicando a adsorção líquido/sólido usando uma biomassa lignocelulósica como adsorvente e transformar esse adsorvente contaminado em carvão para ser incorporado como substituto parcial do cimento na produção de argamassa. Também na presente pesquisa foi realizado a transformação da biomassa lignocelulósica desidratada em carvão para testá-lo como adsorvente de um íon metálico comumente encontrado em lixiviados. A biomassa lignocelulósica usada foi o resíduo agroindustrial do bagaço da acerola cereja, proveniente da indústria NIAGRO da cidade de Petrolina- PE, a solução padrão de metal pesado foi o de íon Cu2+ e o lixiviado usado foi do aterro sanitário da cidade de Campina Grande-PB. Os testes de adsorção foram realizados em sistema de batelada tanto para o lixiviado como para uma solução padrão de íon cobre, e para este, aplicou-se modelos matemáticos clássicos da literatura para a cinética e isotermas de adsorção. Para os testes de produção de argamassa foram elaborados corpos de prova para analisar as resistências dessas argamassas. A melhor área superficial obtida para o carvão do bagaço desidratado foi 320,7 m2.g-1 obtida na temperatura de calcinação de 800ºC e no tempo de 60 min. O modelo cinético de pseudo-segunda ordem foi o que melhor ajustou os dados experimentais, e para o lixiviado após a adsorção, efluente real, o carvão ativado não adsorveu metais pesados. A adsorção do lixiviado por 24 h no bagaço de acerola na sua forma desidratada reduziu em 92% a demanda biológica de oxigênio (DBO). A argamassa produzida com o carvão obtido da biomassa contaminado obteve uma resistência de 42,8 Mpa, maior do que o produzido com do carvão do bagaço da acerola desidratado, 31,5 MPa, e da argamassa sem presença dos carvões, 35,9 Mpa, no entanto, é necessário avaliar melhor a sua utilização antes de destiná-lo para uso na construção civil. |