Secagem da polpa de cumbeba.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: DIÓGENES, Adelino de Melo Guimarães.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRN
PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRÍCOLA
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/4529
Resumo: Estimativas indicam que o número de espécies de cactáceas conhecidas no Brasil corresponde a aproximadamente 13% da biota mundial. Uma parte dessa diversidade está no semiárido nordestino conhecido como Caatinga. No entanto, estas espécies são pouco exploradas, especialmente em relação ao uso de frutos, como a cumbeba. O presente estudo formulou três diferentes espumas com a polpa de cumbeba [Tacinga inamoena (K. Schum.) N.P. Taylor e Stuppy] variando a concentração de Emustab® (3, 2,5 e 2%) e Liga Neutra® (2, 1,5 e 1%) em função do tempo de batimento (5, 10, 15, 20, 25 e 30 minutos). A espuma formulada (F2) com polpa de cumbeba e com adição de 2,5% de Emustab® e 1,5% de Liga Neutra e tempo de batimento de 15 minutos foi a que obteve melhor estabilidade e expansão volumétrica (over-run) e menor densidade, sendo então, submetida a secagem em camada de espuma nas temperaturas de 50, 60 e 70 °C e espessuras da camada de 0,5, 1 e 1,5 cm, e no liofilizador (espessura da camada de 1,5 cm) para obtenção de produtos em pó. O modelo de Midilli foi o que melhor se ajustou aos dados da cinética de secagem em camada de espuma. O tempo de secagem, a difusividade efetiva e a energia de ativação aumentaram com a elevação da temperatura de secagem e com o aumento da espessura da camada da espuma. A polpa de cumbeba integral, a espuma selecionada (F2) e os pós oriundos do método de secagem em camada de espuma e da liofilização foram avaliados quanto aos parâmetros químicos, físicos e físico-químicos. Observou-se a redução do teor de água e do pH, a elevação dos compostos bioativos, da acidez e do teor de ácido ascórbico com o aumento da temperatura de secagem. O pó de cumbeba secado em camada de espuma a 70 °C com 1,5 cm de espessura foi escolhido como o melhor e quando comparado com o pó de cumbeba liofilizada, obtiveram-se resultados melhores, com maiores teores dos compostos bioativos, solubilidade, molhabilidade e menor porosidade. Os modelos de GAB, Oswin e Peleg podem ser utilizados para estimar as isotermas de adsorção de água dos pós de cumbeba e estas foram classificadas como tipo II. O melhor pó de cumbeba secado em camada de espuma e o pó liofilizado foram armazenados a 30 e 40 °C, ocorrendo, com o decorrer do tempo, um aumento do teor de água, da atividade de água e do conteúdo de flavonoides e uma redução da solubilidade, ácido ascórbico e betaxantinas.