Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Maciel, Carolina Maria Abreu |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/77643
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Resumo: |
No final dos anos 1970, em meio ao processo de abertura política, movimentos de caráter popular, e contrários ao regime ditatorial, começaram a se rearticular e pensar novas formas de contestação do autoritarismo imposto com o golpe civil militar de 1964 e de luta por direitos sociais. Dentre essas movimentações, muitos jovens remanescentes das juventudes católicas da Ação Católica Brasileira, braço leigo da Igreja Católica, instituído no Brasil em 1935 e extinto pouco tempo depois do golpe, vão se reorganizar e, assim como outros movimentos sociais do período, vão refletir e desenvolver novos modos e estratégias de luta e resistência à ditadura e ao sistema capitalista. Em 1978, nasce a Pastoral de Juventude do Meio Popular (PJMP), tendo como referência a “opção preferencial pelos pobres”. Oriunda dos debates do Concílio do Vaticano II (1962-1965), das experiências das Comunidades Eclesiais de Base, das reflexões feitas pela Teologia da Libertação e, principalmente, das próprias juventudes da ACB, a PJMP se identifica como uma pastoral jovem e popular. Pertencente às classes exploradas e promotora de uma práxis libertadora, a PJMP, propõe a construção de uma nova sociedade brasileira, partindo da união entre fé e vida. Este trabalho tem como objetivo compreender como estes jovens buscaram pensar sobre sua condição de ser e estar no mundo. Compreender como, a partir dessa identificação coletiva, como sujeitos empobrecidos, tais jovens procuraram desenvolver uma formação integral, que tivesse como diretriz uma nova perspectiva de resistência e luta para os movimentos de jovens, dentro de um corte de classe social, ligados à Igreja Católica brasileira. Utilizamos como fontes os documentos apostólicos e resoluções conciliares da Igreja Católica e subsídios produzidos pela própria PJMP como cartilhas e livretos, atas de reuniões e assembleias, gravações audiovisuais de eventos e programas, além de relatos orais. Também analisamos relatórios do Serviço Nacional de Informação (SNI) que traziam informações sobre a atuação da pastoral em conjunto com os movimentos contrários ao regime ditatorial. Pensar sobre a trajetória de form(ação) da juventude da PJMP nos possibilita compreender os desafios, sonhos e realizações de uma juventude comprometida com seu fazer-se político e evangelizador. |