Gótico decolonial: transgressão, monstruosidade e relações familiares em Las Voladoras (2020), de Mónica Ojeda

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Souza Filho, Moacir Marcos de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/77220
Resumo: Este trabalho examina a obra Las Voladoras (2020) de Mónica Ojeda sob a perspectiva do gótico, investigando a intersecção das temáticas de transgressão, monstruosidade e relações familiares com os conceitos de pensamento liminar, corporificação e testemunho. A análise ressalta como os contos de Las Voladoras utilizam de um discurso que desafia a epistemologia moderna para narrar a violência produzida por estruturas de subalternização, especialmente manifestadas em corpos femininos. Por meio de estudos decoloniais de pensadores como Quijano (1992; 2005), Mignolo (2003), Lugones (2014) e Segato (2005; 2012), dentre outros, além de um aporte teórico sobre literatura gótica pautado em Botting (2005), Sá (2010; 2019), Duncan (2022) e Harrison (2023), propõe-se o gótico decolonial como chave de leitura e como um subcampo presente na literatura latino-americana do século XXI. Este conceito evidencia caminhos pelos quais o modo gótico pode, a partir de um lócus de enunciação subalternizado, questionar as dicotomias impostas pela colonialidade.