Perfil eletroencefalográfico de indivíduos com disfunção temporomandibular

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Ito, Clara Hikari
Orientador(a): Baptista, Abrahão Fontes
Banca de defesa: Miranda, José Garcia Vivas, Sá, Katia Nunes, Lisboa, Marcio Vieira
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Faculdade de Medicina da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Pós Graduação em Medicina e Saúde
Departamento: Não Informado pela instituição
País: brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/29167
Resumo: Introdução: Este projeto está composto por uma revisão narrativa da literatura sobre dor crônica em Disfunção Temporomandibular (DTM) e por uma pesquisa de estudo observacional de corte transversal. Objetivos: A revisão narrativa teve como objetivos caracterizar a dor de indivíduos com DTM, investigar os fatores de riscos associados à DTM, bem como os aspectos que favorecem à cronicidade dessa condição. No artigo original, o objetivo foi caracterizar os achados eletroencefalográficos densidade de potência (DP) nas bandas de freqüência (delta, teta, alfa e beta) de indivíduos com DTM dolorosa miofascial e compará-los aos controles saudáveis (CS). Metodologia: A revisão narrativa foi realizada no período de março de 2016 a janeiro de 2017. O artigo original foi realizado com dezoito mulheres que apresentavam DTM dolorosa miofascial crônica e 18 CS. Foi analisada a atividade de eletroencefalografia quantitativa (EEGq) em repouso. Foram avaliadas DP nas bandas delta (1,5-3,5 Hz), teta (4-7Hz), alfa (8-12Hz) e beta (13-30Hz). Resultados: A revisão narrativa foi composta por 58 estudos e revelou que a dor nos indivíduos com DTM encontra-se exacerbada. Esta condição sugere que a dor pode estar associada à presença de comorbidades como depressão, migrânea e síndrome de fadiga crônica. Os fatores de risco e a cronicidade dolorosa também estão relacionadas com tais comorbidades. O artigo original encontrou que os participantes com DTM dolorosa miofascial apresentaram níveis mais elevados de sintomas de depressão/ ansiedade (p <0,05), presença de alodinia ao calor na região do músculo masseter (p <0,01). Não houve diferença nas médias de DP absoluta quando se comparados os grupos [F (1,34) = 0,664, P = 0,421]. No entanto, os sujeitos com DTM dolorosa miofascial mostraram uma diminuição da média da DP alfa relativa em comparação com indivíduos saudáveis [F (1,31) = 5,317, P = 0,028] nas regiões frontal, temporal e central. Conclusão: O artigo original conclui que a diminuição da DP relativa de alfa em indivíduos com DTM dolorosa miofascial pode ser uma característica eletroencefalográfica dessa população. Um estado de alerta constante para a dor pode estar relacionado com a atividade alfa observada.