Do império à república: a busca das histórias não únicas em Gungunhana: Ualalapi e as mulheres do imperador (2018), de Ungulani Ba Ka Khosa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Dultra, Rodrigo Santos lattes
Orientador(a): Mello, Ivan Maia de lattes
Banca de defesa: Mello, Ivan Maia de, Rosário, André Telles, Messeder, Suely Aldir, Oliveira, Eduardo David de, Tonton, Elisa Helena
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação Multidisciplinar e Multi-institucional em Difusão do Conhecimento (DMMDC) 
Departamento: Faculdade de Educação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41521
Resumo: As literaturas africanas de língua portuguesa nos dão provas do quanto essas produções literárias não são apenas uma (re)criação despropositada da realidade, principalmente aquelas produzidas no pós-independência. Além de se tornarem documentos da memória cultural de um povo, elas nos abrem possibilidades outras de leituras e conhecimento das cosmovisões africanas. Este trabalho pretende analisar as narrativas Ualalapi e as Mulheres do Imperador (2018), de Ungulani Ba Ka Khosa, com destaque para a relação entre história e literatura. O autor se destaca como um dos escritores moçambicanos que se propõe a (re)contar a história do seu próprio país, através da literatura, atentando-se para o perigo das histórias únicas e o quanto elas são carregadas de apagamentos e silenciamentos históricos. O uso da análise textual, como metodologia e uma abordagem qualitativa, nos permitiu concluir que o autor vai ao encontro de postulados teóricos pós-coloniais, através da percepção e questionamento das relações nas forças de poder que envolve a criação, circulação e controle das narrativas. As pistas deixadas pelo próprio escritor nos textos sobre as desconfianças das verdades históricas foram seguidas no decorrer da pesquisa, para, assim, chegarmos a um melhor entendimento da sua escrita e proposta de autoinscrição, assim como propõe Achille Mbembe (2001). Constatou-se o empenho do autor de não apenas aludir aos fatos, mas também remontá-los, utilizando fontes locais, circulares e de dentro. Entre outros teóricos e pensadores, as contribuições de Mbembe (2001; 2018), Adichie (2009), Mata (2003), Benjamin (1987) e Vilhena (1999) servirão como escopo crítico-teórico da construção da pesquisa.