Ciclo reprodutivo da esponja Amphimedon viridis (Demospongiae, Haplosclerida) em uma região entre-marés do Atlântico tropical

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Brito, Beatriz Santos de lattes
Orientador(a): Lanna, Emilio lattes
Banca de defesa: Lanna, Emilio lattes, Stampar, Sérgio Nascimento lattes, Oliveira, Janaina Lima de lattes, Magalhães, Wagner Ferreira lattes, Baptista, Rômulo Barroso lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Evolução (antigo Programa de Pós Graduação em Diversidade Animal-PPGDA) 
Departamento: Instituto de Biologia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41534
Resumo: Este estudo analisou o ciclo reprodutivo de Amphimedon viridis em uma região entre-marés do Atlântico tropical entre abril de 2023 a agosto de 2024. Também investigamos como os fatores ambientais poderiam explicar a dinâmica reprodutiva da espécie. A reprodução foi contínua, com desenvolvimento assíncrono dos elementos reprodutivos. A espécie apresentou baixo esforço reprodutivo, com apenas uma pequena porcentagem da população envolvida na reprodução ao longo do estudo. Observamos que A. viridis é vivípara, e durante os 17 meses de pesquisa, foi registrada apenas uma larva (parenquimela). Durante o período analisado, foram identificados ovócitos em 14 meses, cistos espermáticos em 5 meses e embriões em 10 meses. Embora os ovócitos tenham sido mais frequentes, sua densidade foi menor (0,01 ± 0,01 oócitos.mm⁻²) em comparação aos cistos espermáticos (0,51 ± 1,14 cistos espermáticos.mm⁻²). Não encontramos diferença significativa entre os meses do estudo para o tamanho dos ovócitos e cistos espermáticos; no entanto, os embriões foram maiores durante os meses da estação seca. Entre os fatores ambientais analisados, a temperatura do ar (mês atual e com um mês de atraso), marés baixas (mês atual), clorofila-a e a precipitação (mês atual e com um a dois meses de atraso) influenciaram significativamente a reprodução de A. viridis, afetando principalmente a densidade de ovócitos. O tamanho médio dos indivíduos da população foi de 195,64 ± 230,60 cm², mostrando variações significativas entre os meses, mas sem diferença de tamanho entre indivíduos reprodutivos e não reprodutivos. Além disso, tanto a temperatura do ar quanto a temperatura da água do mar impactaram negativamente a área superficial da espécie, especialmente durante os períodos com marés baixas, quando os indivíduos eram maiores. Esses resultados indicam que fatores climáticos e oceanográficos desempenham um papel fundamental no ciclo reprodutivo de A. viridis, influenciando tanto o esforço reprodutivo quanto o desenvolvimento morfológico