Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
SANTOS, ROBEVALDO CORREIA DOS
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Orientador(a): |
MOTA, JACYRA ANDRADE |
Banca de defesa: |
MOTA, JACYRA ANDRADE,
OLIVEIRA, JOSANE MOREIRA DE,
SANTOS, GREDSON DOS,
PACHECO, VERA,
PEPE, VERA PEDREIRA DOS SANTOS |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Língua e Cultura (PPGLINC)
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Departamento: |
Instituto de Letras
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/37522
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Resumo: |
A pesquisa investiga a realização variável da consoante lateral em final de sílaba, com o objetivo de comprovar a tese de que há comportamento diferenciado entre os falantes do Rio Grande do Sul e da Bahia no que tange ao uso do /l/ em coda silábica, confrontando essas duas áreas representativas das regiões Sul e Nordeste do Brasil, que compõem a rede de pontos do Projeto Atlas Linguístico do Brasil (Projeto ALiB). Identifica-se como variável dependente neste estudo a consoante lateral pós-vocálica /l/, que pode apresentar diferentes realizações no português brasileiro, a exemplo de [w], [ɫ], [ø] ou [h], verificadas em pó[w]vora, pó[ɫ]vora, pó[ø]vora, ou pó[ɦ]vora para “pólvora”; a[w]moço, a[ɫ]moço, a[ɦ]moço para “almoço”; sa[w] e sa[ɫ] para “sal”. A análise fundamenta-se nos pressupostos teórico-metodológicos da Dialetologia pluridimensional (THUN, 2005; CARDOSO, 2010), da Sociolinguística variacionista (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 2006 [1968]; LABOV, 2008 [1972]) e da Fonética e Fonologia estruturalistas (CAMARA JR., 2011 [1970]; SILVA, 2009), assumindo que o comportamento do /l/ em final de sílaba pode ser influenciado por fatores tanto linguísticos quanto extralinguísticos, que podem favorecer ou inibir o uso de uma ou de outra variante nas áreas sul-rio-grandense e baiana. O trabalho justifica-se em função da carência de estudos dialetológicos e sociolinguísticos a respeito das diferenças de emprego da lateral em final de sílaba entre áreas brasileiras, sejam estaduais ou regionais, a partir de dados sistematizáveis que contemplem de igual modo as localidades investigadas. Nesse sentido, questiona-se se o quadro variável nos estados do Rio Grande do Sul e da Bahia apresenta diferenciação linguística entre as duas áreas no que tange à realização da lateral em final de sílaba, com informações extralinguísticas e/ou linguísticas que possam ser associadas à realização da variável dependente e à sócio-história das áreas sul-rio-grandense e baiana. Parte-se da hipótese de que o quadro variável do /l/ em final de sílaba pode ser explicado pela identificação dos fatores extralinguísticos e linguísticos imbricados na realização da consoante. Para dar conta dessas questões, a pesquisa confronta as variantes do /l/ pós-vocálico nas duas áreas. Os resultados são associados a aspectos sócio-históricos e correlacionados aos resultados de outras pesquisas. Os 148 informantes da pesquisa são distribuídos igualitariamente por sexo e idade, no total de quatro sujeitos por localidade do interior dos estados, conforme a metodologia empregada pelo Projeto ALiB na coleta dos dados. A investigação da variável dependente abrange as localidades do interior dos estados, haja vista os dados do Projeto ALiB referentes à variação da lateral pós-vocálica nas capitais brasileiras já terem sido objeto de análise do estudo de Pinho e Margotti (2010). A composição do corpus é feita a partir dos registros sonoros do Projeto ALiB, tendo obtido 3.262 ocorrências da lateral pós-vocálica, sendo 1.400 das localidades do Rio Grande do Sul, e 1.862 das localidades da Bahia. Os dados são submetidos à análise estatística do programa computacional Goldvarb X (SANKOFF; TAGLIAMONTE; SMITH, 2005). Os resultados apontam para o amplo emprego da semivocalização nas duas áreas, com maior avanço na Bahia, e para a conservação da variante velarizada no Rio Grande do Sul. |