E eu não sou uma escritora? Vozes-mulheres renomeando lugares de existência na escrita de autoria negra feminina.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Querino, Joseli dos Reis lattes
Orientador(a): Queiroz, Milena Britto de
Banca de defesa: Queiroz, Milena Britto de, Miranda, Fernanda Rodrigues de, Costa, Suzane Lima, Oliveira, Calila das Mercês, Pereira, Lia Krucken
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Pós-Graduação em Literatura e Cultura (PPGLITCULT) 
Departamento: EDUFBA
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41184
Resumo: Esta pesquisa discute como as escritoras negras baianas Deisiane Barbosa e Luciany Aparecida fazem uso de manobras estéticas na cena literária contemporânea, por meio de um jogo de escrita performática para construir seus projetos literários. Para tanto, investigo como as produções dessas autoras deslocam as noções de escrita literária e autoria, fazendo uso de uma literatura expandida. Como uma professorapesquisadora negra, atravessada por essas subjetividades, assumi incorporar como caminho metodológico desse fazer o conceito de escrevivência (Evaristo, 2017), através da minha relação com a figura de uma importante parteira do meu território-nação, o Candeal, com a costura de mainha e com a estética das cartas, explorando uma experiência de escrita com viés autobiográfico/autoral pelo qual fui tomada no decorrer deste estudo. Para tanto, estabeleço diálogos com conceitos de performance e tempo espiralar (Martins, 2021), memória (Kilomba, 2019), feminismos negros (hooks, 2020), fabulação crítica (Hartman, 2022), ancestralidade (Santos, 2007). A tese segue alinhavada pela metáfora da costura, dividindo-se em uma carta-prólogo e cinco cartas-moldes, nas quais estabeleço conversa com distintas interlocutoras que me ajudam a refletir sobre lugares de silenciamento a que escritoras negras foram submetidas historicamente, apontando caminhos possíveis de reinvenção coletiva. Como resultado desses atravessamentos, experimento a criação de um livro de artista, impulsionada pela imersão na poética dessas escritoras e de outras vozes-mulheres que nos povoam.