Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2025 |
Autor(a) principal: |
Silva, Leila Gina Da Cruz
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Orientador(a): |
Souza, Paulo Fernando de Almeida
,
Bonnet, Éric |
Banca de defesa: |
Ferreira, Edson Dias,
Arnaud, Jean,
Biriba, Ricardo Barreto,
Souza, Paulo Fernando de Almeida,
Bonnet, Éric |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV )
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Departamento: |
Escola de Belas Artes
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41417
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Resumo: |
Esta tese tem como propósito apresentar a Joia Efêmera como uma proposição de conceito expandido de joia, que se concentra nos sentidos indexados e na afetividade, transpondo-os para a condição pós-objetal de uma joia-performance, construída a partir de vivência com um objeto-afeto. Nesse contexto, discute-se objetalidade, corporalidade, incorpóreo, gesto, memória e as relações de intermédio, intervalo e interseções entre corpo e objeto, dialogando com Anne Cauquelin, Jean Baudrillard, Vilém Flusser, dentre outros teóricos. Partindo-se do método (auto)biográfico, que comporta a subjetividade das narrativas da autora enquanto sujeito e criadora e dos participantes das vivências relatadas, são registradas e discutidas as experiências performativas de Joia Efêmera, de Escultura Gestual e correlatas e/ou decorrentes de uma abordagem qualitativa, realizada por meio de observações diretas, entrevistas semi-estruturadas, depoimentos e, por fim, análise de conteúdo. Além disso, o conceito de joia efêmera é desenvolvido por meio da experiência de imprimir formas sobre a pele, como um relevo seco obtido através da pressão de objetos-afeto sobre o corpo, durante um determinado intervalo de tempo, e as marcas resultantes, prolongadas por meio de registro fotográfico e videográfico que permitem discussões sobre o espaço do entre corpo e objeto; as significações dos interstícios; a sobreposição do objeto no corpo enquanto premissa da joia; a duração, na qualidade de intervalo temporal; a condição objetal da joia e a proposição de uma não objetalidade em reflexões dentro de uma filosofia da objetalidade e da arte que apontem para uma teoria proposta de pós-objetalidade. Outra proposição é a de escultura gestual, que estabelece conexão com a chamada escultura social de Joseph Beuys. Sendo a joia uma produção de diversos campos, nas concepções de joia de artista, joia de autor e do design de joias, o estudo não pretende esgotar as inter-relações entre arte e design na joalheria. O recorte está, sobretudo, na vivência e ação performativa. No panorama teórico, a pesquisa preenche lacunas de literatura acadêmica sobre o resultado não objetal e efêmero nos campos da arte e do design, registrando sua passagem pelo contexto da pandemia de Covid-19 (Sars-Cov-2). Sob o prisma prático, o estudo contribui para a incorporação do sensível e da prevalência da dimensão semântica nas elaborações de objetos e da inserção dos sujeitos, seus objetos e racontos na ação artística, dentro das artes visuais, fornecendo elementos para o fazer em ambos os campos. Acredita-se que pesquisadores e agentes da arte e do design podem ter nos resultados desta investigação subsídios para uma aproximação integrativa dessas áreas que acompanhem as mudanças na sociedade, sobretudo no que concerne às interações com objetos. |