Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Almeida, Mariangela Cerqueira |
Orientador(a): |
Sepulveda, Claudia de Alencar Serra |
Banca de defesa: |
Almeida, Rosiléia Oliveira de,
Aguiar-Júnior, Orlando Gomes de,
Guimarães, Ana Paula Miranda,
Silva, Fábio Augusto Rodrigues e,
Sepulveda, Claudia de Alencar Serra,
El-Hani, Charbel Niño |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Faculdade de Educação
|
Programa de Pós-Graduação: |
em Ensino, Filosofia e História das Ciências
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/32244
|
Resumo: |
A noção de formas de falar e sua relação com modos de pensar foram associadas ao perfil conceitual por Mortimer, a partir dos anos 2000. A partir de uma revisão a respeito do tratamento teórico e metodológico dado pelos pesquisadores em perfis conceituais à investigação das formas de falar, identificamos duas perspectivas no que se refere à sua identificação, caracterização e relação com a construção de modelos de perfis. A primeira delas, historicamente aquela que inaugura os estudos das formas de falar associadas aos modos de pensar, encontrada nos trabalhos de Mortimer e de Amaral, trata-se de uma abordagem das formas de falar como uma descrição do contexto discursivo-pedagógico da sala de aula quando da emergência das zonas de um perfil conceitual. A outra foi desenvolvida inicialmente por Coutinho, seguida por Nicolli e aperfeiçoada por Sepulveda, e identifica formas de falar típicas de cada uma das zonas de um perfil conceitual. Esta última resulta de um movimento teórico-metodológico de internalização das formas de falar aos modelos de perfis como um dos elementos na caracterização das zonas. A partir da análise dos diálogos teóricos e procedimentos metodológicos utilizados pelos autores para identificar e caracterizar as formas de falar propomos, neste trabalho, uma estrutura teórico-metodológica para a caracterização das zonas de perfis conceituais, especialmente no que diz respeito as formas de falar. Essa estrutura metodológica cumpre os papéis de: (1) resgatar e associar passos metodológicos utilizados pelos autores na caracterização das formas de falar ao longo da trajetória do programa de pesquisa em perfis conceituais; e (2) integrar novas proposições teóricas e metodológicas, especificamente, o uso da noção de padrões do diálogo da ciência de Lemke, e a análise top-down do gênero de discurso. Essa estrutura analítica foi aplicada, de modo integrado ao perfil conceitual de adaptação proposto por Sepulveda, à análise discursiva de episódios de ensino de evolução, produzidos ao longo de uma sequência de aulas sobre ―Modos de pensar e formas de falar adaptação‖, em uma turma do 4º semestre do curso de licenciatura em ciências biológicas em uma universidade estadual, na Bahia. Os resultados produzidos a partir dessa análise nos permitem concluir que: (1) a estrutura teórico-metodológica proposta neste trabalho, quando empregada de modo integrado a um modelo de perfil conceitual, em nosso caso, o perfil de adaptação modelado por Sepulveda, tornou possível descrever, em termos semânticos, sociais e linguísticos, os contextos discursivos nos quais há negociação e construção de significados; (2) a caracterização epistemológica das zonas do perfil conceitual de adaptação apresentou alguns limites para análise do discurso no ensino superior de evolução, por esta razão, propusemos a adição de compromissos àqueles que sustentam estas zonas, a exemplo, do compromisso com uma visão prospectiva da adaptação que pode ser compartilhado entre as zonas ajuste providencial e perspectiva transformacional; (3) o perfil conceitual de adaptação proposto por Sepulveda, após avaliação e aprimoramento, constitui-se como uma ferramenta de análise da heterogeneidade das formas de pensar esse conceito no ensino superior de evolução. Ademais, este estudo apresenta implicações para o programa de pesquisa em perfis conceituais, entre elas, a proposição de uma metodologia sistematizada para a caracterização enunciativa das formas de falar que busca conciliar as perspectivas historicamente utilizadas no programa por meio da metodologia top-down da análise bakhtiniana do enunciado proposta por Rojo e o padrão temático de Lemke. |