Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Rebouças, Fádia dos Reis |
Orientador(a): |
Serpa, Angelo Szaniecki Perret |
Banca de defesa: |
Fernandes, Rosali Braga,
Souza, Angela Maria Gordilho |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Instituto de Geociências
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Geografia (POSGEO)
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/17797
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Resumo: |
O lugar é um espaço privilegiado para o estudo da espacialização de processos desencadeados em escalas geográficas diversas. Assim, tratando da produção do espaço urbano e suas consequências para as condições de moradia e habitabilidade, um bairro torna-se uma escala ainda mais representativa. É este contexto no qual se insere o estudo de Pirajá neste trabalho; localizado no Subúrbio Rodoviário da cidade de Salvador, o bairro possui características de ocupação residencial que apontam para relações espaciais e ações engendradas por agentes concretos [hegemônicos e não hegemônicos] através do tempo, tais como a omissão [Estado], o lotear [proprietário fundiário] e a autoconstrução [sujeitos espaciais]. O caráter subjetivo do conceito de habitabilidade e o esforço de priorizar a escala do bairro tornaram necessário à pesquisa um intenso trabalho de campo, no qual foram realizadas oficinas, participação em reuniões e muitos diálogos com moradores e lideranças. Além de demonstrar as condições de habitabilidade do bairro de Pirajá e as características do uso do solo residencial – relacionando-as com ações e processos no contexto da urbanização de Salvador – tem-se como resultados vários mapeamentos, exposições fotográficas, documentais e suas discussões. Confrontam-se esses resultados com os diagnósticos e intervenções públicas propostas para o bairro recentemente. Este trabalho demonstra a importância da escala do bairro para o planejamento da cidade, aqui entendida como a única possível para alcançar a efetivação do planejamento urbano participativo. Pirajá possui condições de habitabilidade que variam entre a insuficiente e regular, consequência direta da autoconstrução no tempo, demandando do poder público ações não características de um Estado social mínimo. |