Rousseau e o mal da intolerância

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Costa, Israel Alexandria lattes
Orientador(a): Silva, Genildo Ferreira da lattes
Banca de defesa: Silva, Genildo Ferreira da lattes, Souza, Maria das Graças de lattes, Santos, Antônio Carlos dos lattes, Sahd, Luiz Felipe Netto de Andrade e Silva lattes, Moura, Mauro Castelo Branco de lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Bahia
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Filosofia (PPGF) 
Departamento: Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41294
Resumo: A presente tese tem por tema e objeto de pesquisa o mal da intolerância na filosofia de JeanJacques Rousseau, e como objetivo oferecer, sob uma perspectiva político-filosófica, uma abordagem sistemática desse tema a partir das obras político-pedagógicas e autobiográficas do autor. Partindo da hipótese rousseauniana da origem do mal para propor um conceito de intolerância que possa contemplar a variedade das questões que a tradição filosóficotolerantista designara como sendo questões de intolerância, busca-se aqui defender a tese de que a intolerância é amor-próprio e impiedade. Esta defesa pretende provar que é à luz dessa concepção que Rousseau pensa as questões que formam o quadro geral da reflexão tolerantista representada nas obras de Locke, Bayle e Voltaire como a dos limites entre o poder civil e o eclesiástico, do ateísmo virtuoso, do fanatismo e da censura. Na primeira parte que forma a estrutura desta defesa busca-se fixar a perspectiva filosófica e a hipótese mediante o argumento de que o estatuto da obra rousseauniana é filosófico e que sua reflexão acerca das origens do mal permite pensar o conceito de intolerância como um mal que se define pelas noções de amor-próprio e de impiedade. Em seguida, sublinha-se o modo como as referidas questões são contempladas pela filosofia de Rousseau mediante a análise da concepção de intolerância que se encontra implicada nas reflexões do autor sobre o tema.