Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Pantoja, Silvia Raquel de Souza
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Orientador(a): |
Freitas, Joseania Miranda
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Banca de defesa: |
Cunha, Marcelo Nascimento Bernardo da
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Rios, Flavia Mateus
,
Araújo, Rosângela Janja Costa
,
Britto, Clovis Carvalho |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Museologia (PPGMUSEU)
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Departamento: |
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH)
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/36463
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Resumo: |
As narrativas expográficas da exposição de longa duração “Janelas do passado, espelhos do presente: Belém do Pará, arte, imagem e história”, no Museu de Arte de Belém (MABE), constituíram-se como objeto de estudo desta Dissertação, que se desdobrou em analisar sete imagens de mulheres negras, retratadas em pinturas na referida mostra. Imagens que consolidam a problemática categorização de “tipos populares”. Tendo como material empírico o catálogo da exposição, considerado como um importante documento, suporte de conhecimento em relação ao conteúdo, muito além de vestígio expográfico, pois oferece a possibilidade de compreender as obras e os contextos que suscita e os objetivos propostos pela equipe curatorial. Com base nos pensamentos feministas negros e em questões pertinentes ao campo da História da Arte, entrelaçadas às relações raciais, este estudo apresenta argumentos teóricos que confluem para análises do campo museal e museológico. Utilizando uma síntese argumentativa que partiu do estudo de três categorias “tirânicas” foram realizadas análises sobre estereótipos que cercam o imaginário em torno da representação de mulheres negras: a “tirania do visível”, de Georges Didi-Huberman, a “tirania do silêncio”, de Audre Lorde e as “imagens de controle”, de Patricia Hill Collins. A aplicação das categorias “tirânicas” levou à compreensão de outros modos de ver as imagens de mulheres negras em contexto de exposição de longa duração, diferentes daquele da seleção expositiva que produziu narrativas de ausência. |