Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Vieira Júnior, Gilberto Cruz
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Orientador(a): |
Costa, Suzane Lima
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Banca de defesa: |
Costa, Suzane Lima,
Pereira, Antonio Marcos da Silva,
Azevedo, Luciene Almeida de,
Causo, Roberto de Sousa,
Oliveira, Sayonara Amaral de |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Pós-Graduação em Literatura e Cultura (PPGLITCULT)
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Departamento: |
Instituto de Letras
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41149
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Resumo: |
O objetivo desta tese é apresentar um modo de ler o Tupinipunk para além de um subgênero literário da Ficção Científica brasileira (FC). Neste sentido, desenvolvo a ideia de que a crítica literária do gênero, tanto no Brasil quanto no exterior, tem selecionado elementos internos dessas narrativas na tentativa de eleger o Tupinipunk como um representante literário da FC produzida no Brasil, com características que o diferenciariam do cyberpunk norte-americano. A discussão se estende à "crítica da crítica", uma vez que, em minha opinião, alguns discursos emitidos por este campo têm, frequentemente, colocado o Tupinipunk na órbita daquele que tem atuado como o seu principal modelo literário e centro solar, o cyberpunk norte-americano. Desenvolvo esta pesquisa orientado por algumas reflexões, tais como as de Roberto de Sousa Causo, contidas tanto em sua pesquisa de Doutorado(2013), quanto em seus romances Selva Brasil (2010) e Terra Verde (2013); a ideia de conceito, de Deleuze e Guatari (1992) e Gonçalo M. Tavares (2021); alguns diálogos contemporâneos que valorizam o pensamento indígena como peça central no equilíbrio sistêmico do planeta, em abordagens propiciadas por Alberto Acosta (2019), Suzane Lima Costa (2009, 2017) e Pablo Solón (2019). Um dos pressupostos que norteiam este trabalho investigativo é o de reconhecer a potência do prefixo ‘Tupi’, incluido no neologismo Tupinipunk, nessas discussões contemporâneas inadiáveis, capaz de produzirem as mais diversas imagens de Brasil. Espera-se, portanto, que essa pesquisa contribua para que o Tupinipunk seja visto em sua potência conceitual, através de sua capacidade plástica e criativa, capaz de apresentar estéticas sócio-políticas e culturais de um “Brasil”, o qual chamo de “Brasil-Tupinipunk”. |