Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Pinheiro, Claudia de Jesus
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Orientador(a): |
Freitas, Patrícia Martins de
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Banca de defesa: |
Barreto, Gustavo de Val
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Gonçalves, André Pereira,
Freitas, Patrícia Martins de |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Bahia
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Programa de Pós-Graduação: |
Pós-Graduação em Psicologia da Saúde (PPGPS)
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Departamento: |
Instituto Multidisciplinar em Saúde (IMS)
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufba.br/handle/ri/41577
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Resumo: |
Durante o processo de hospitalização, a criança é exposta a inúmeros estressores que podem repercutir negativamente em sua recuperação e desenvolvimento saudável. A mensuração do nível de estresse no período de hospitalização torna-se necessária para garantir a identificação e o manejo eficiente do estresse e suas repercussões.O objetivo desta dissertação foi elaborar e investigar as propriedades psicométricas da Escala de Estresse Hospitalar para Crianças (EEH-C). A dissertação faz parte da conclusão do Mestrado Profissional em Psicologia da Saúde na linha de pesquisa Desenvolvimento Humano e Práticas Educativas na Saúde e é composta por três artigos independentes que contribuíram para todas as etapas de elaboração da escala. Artigo 1: Revisão de escopo para identificar os procedimentos utilizados para a avaliação do estresse em crianças hospitalizadas. Os resultados demonstraram que, embora exista uma diversidade de procedimentos para mensuração do estresse, muitos deles são inviáveis para o uso rotineiro devido ao custo e à falta de praticidade. Além disso, há uma lacuna na literatura quanto à existência de instrumentos psicológicos específicos para avaliação do estresse hospitalar infantil. Artigo 2: Teve o objetivo de conhecer a experiência hospitalar de crianças e seus potenciais estressores e protetores. Participaram do estudo 10 crianças hospitalizadas entre seis e 12 anos incompletos. Os dados foram manualmente analisados a partir da análise de conteúdo de Bardin. A categorização das categorias elencadas pelas pesquisadoras de maneira independente teve um grau de concordância alto (0,88) com p< 0,001, sendo encontradas seis categorias. Entre os fatores estressores estão: admissão na unidade hospitalar, desconfortos físicos, restrição ao leito, submissão aos procedimentos médicos/hospitalares, limitações impostas pela condição clínica e pelas regras e rotinas do hospital, afastamento do convívio com a família e amigos e privação do acesso a atividades lúdicas. Artigo 3: No terceiro estudo, foi desenvolvida e validada uma escala para mensuração do estresse resultante do processo de hospitalização de crianças. A validade de conteúdo foi verificada com a participação de três profissionais, com boa concordância entre os critérios, Coeficiente de Correlação Intraclasse (ICC) 0,74 no critério A, 0,67 no critério B e 0,75 no critério C, com p> 0,001. A adequação dos itens foi testada em 10 crianças, resultando em ajustes nos itens 2, 3, 4, 22, 24, 25, 26 e 33. A análise de validade e confiabilidade foi realizada com 202 crianças, apresentando boa estrutura interna e confiabilidade (alfa de Cronbach > 0,80). A validade divergente foi confirmada com a correlação significativa entre a EEH-C e a Escala de Estresse Infantil (r = 0,48, p < 0,01). Os resultados preliminares sugerem que a EEH-C é uma ferramenta promissora para mensuração do estresse hospitalar infantil. Produto técnico/tecnológico: A EEH-C é constituída de uma apresentação e procedimento de aplicação que permitem uma interação apropriada para a faixa etária, estabelecendo uma comunicação objetiva sobre como a criança está se sentindo diante dos estressores hospitalares. |