Estudo químico e isolamento de flavonoides Myrcia spp. ocorrentes em Amazônia de terra firme

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Lopes, Adriana Cavalcante de Souza
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/7006335207980897
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Exatas
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Química
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/6365
Resumo: Myrtaceae constitui-se uma das maiores e mais importantes famílias de Angiospermas da flora brasileira. Representantes desta família estão distribuídos nos diferentes biomas brasileiros. Myrcia constitui-se um dos maiores gêneros pertencentes à família Myrtaceae em numero de espécies e estudos químicos e biológicos. Estudos químicos de Myrcia spp. revelaram a presença de substâncias do tipo terpênica, fenólica e flavonoídica, as quais são responsáveis por diversas atividades químicas e biológicas. Este trabalho objetivou descrever o estudo químico de M. bracteata, M. citrifolia e M. fenestrata coletadas na Reserva Florestal Adolpho Ducke em Manaus (AM), bem como avaliar os potenciais antioxidante e hipoglicemiante dos extratos, frações e substâncias isoladas. Os fracionamentos por CLAE do extrato em acetato de etila dos caules e das folhas de M. bracteata resultaram no isolamento de quatro flavonoides glicosilados. Esses foram caracterizados, principalmente, por RMN e EM, como sendo duas dihidroflavonas (naringenina-7-O-b-glicosídeo e eriodictiol-7-O-b- glicosídeo), um dihidroflavonol (astilbina) e um flavonol (quercitrina). As Análises de Variância dos resultados de capacidade sequestrante do radical livre DPPH• revelaram que os extratos não aquosos das três espécies de Myrcia apresentaram os menores valores de CS50% (entre 37-51 %). Dentre esses extratos, os etanólicos de folhas e de caules de M. bracteata apresentaram sinais nos espectros de RMN de 1H característicos de substâncias flavonoídicas. O extrato aquoso sequencial das folhas de M. bracteata (MBFpba) e a naringenina-7-O-b- glicosídeo apresentaram efeitos inibitórios da atividade enzimática da a-glicosidase de Saccharomyces cerevisiae em 20,60±0,08 e 23,27±1,86 %, respectivamente. O extrato aquoso direto das folhas de M. fenestrata (MFFa) apresentou resposta inibitória frente à enzima a- glicosidase de intestino de ratos, cujo valor é 55±3%. Portanto, a espécie M. bracteata evidenciou ser uma fonte de flavonoides com atividades antioxidante e hipoglicemiante, dos quais três ainda não foram descritos no gênero e na família. Portanto, este trabalho contribui com o conhecimento da química de produtos naturais de matrizes vegetais da Amazônia.