Avaliação de micronúcleos na mucosa oral de pacientes com desordens potencialmente malignas expostos a agentes carcinogênicos: uma revisão sistemática e meta-análise
Ano de defesa: | 2021 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Odontologia Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Odontologia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9730 |
Resumo: | O teste do micronúcleo é uma abordagem citogenética minimamente invasiva para avaliar a genotoxicidade em células epiteliais. Essa abordagem tem sido utilizada para avaliar a frequência de micronúcleos em pacientes com desordens potencialmente malignas (DPM), considerando que essas doenças podem preceder o carcinoma epidermóide oral. Este estudo teve como objetivo avaliar a frequência de micronúcleos (MNF) e células micronucleadas (MNC) em pacientes com DPM expostos a agentes carcinogênicos. Com base nas diretrizes do PRISMA, foi realizada uma revisão sistemática (PROSPERO (CRD42020222509). Uma busca eletrônica foi realizada em junho de 2021 e incluiu estudos observacionais. Estudos que investigaram pacientes com OPMD (leucoplasia - LKP, eritroplasia - ETP, líquen plano oral - LPO, fibrose submucosa oral - OSMF e queilite actínica) expostos ao tabaco ou substâncias relacionadas ao tabaco foram incluídos como elegibilidade. Dezoito estudos foram incluídos na análise qualitativa, dos quais treze foram incluídos nas meta-análises. Um total de 995 indivíduos com DMP foram incluídos. A OSMF foi a DPM mais estudada, seguida pela LKP e OLP. A MNF foi maior em pacientes com LKP (p <0,00001) e com OSMF em comparação com mastigadores de tabaco sem lesões (p = 0,003) e não mastigadores (p = 0,005), quando o corante era específico para DNA. Quando o corante era inespecífico, a contagem de MN também era maior nos DPMs comparados a não mastigadores, incluindo LKP (p <0,00001) e OSMF ((p = 0,02). A frequência de MNC foi maior em pacientes com OSMF usando noz de areca (p <0,00001) ou mistura de tabaco em comparação com não mastigadores (p = 0,03), independentemente da especificidade do corante. Conclui-se que pacientes que consomem substâncias relacionadas ao tabaco e noz de areca apresentam aumento significativo na contagem de micronúcleos em OLK e OSMF quando comparados a não mastigadores. |