Subjetividade e trabalho rural: organização de trabalho de ribeirinhos em uma comunidade de Anori-Am

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Maciel, Josiane da Silva
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/7981219667627900
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Psicologia
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Psicologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/7399
Resumo: O trabalho rural configura-se em um contexto que possui multiplicidade de atividades, em que a organização do trabalho se constitui de peculiaridades e diversidades complexas, com diferentes formas de manifestação do modo de vida e situações do trabalho. A Psicodinâmica do Trabalho é uma abordagem teórica metodológica situada no campo da pesquisa–ação, na qual estuda o trabalhador abarcando sua subjetividade. Este estudo tem como objetivo analisar a organização de trabalho e as vivências de prazer e sofrimento de trabalhadores rurais em uma comunidade ribeirinha no município de Anori- AM, destacando o real do trabalho do ribeirinho, buscando favorecer a compreensão do sofrimento e como se dá a promoção de saúde. Quanto ao método, caracterizou-se como abordagem qualitativa. Utilizou-se para a coleta dos dados: entrevista semiestruturada e a observação participante (diário de campo). Os participantes foram dez (10) trabalhadores (homens e mulheres) do local mencionado anteriormente. A análise de dados da pesquisa ocorreu pela sistemática de análise da adaptação realizada por Moraes (2010), inspirada na sistemática do Método de Comparação Constante- MCC. Como resultado, a organização de trabalho dos ribeirinhos, configura – se de modo peculiar, as atividades são desenvolvidas em uma dinâmica que compõe a terra, a água e o mato, organizam-se dentro de um contexto familiar, cujo o trabalho consiste primeiramente para a subsistência da família. O trabalho caracteriza-se como dividido e junto, porque ao tempo que se divide, o ganho com o trabalho tem como principal destino a subsistência da família. Os trabalhadores da comunidades, possuem diferentes atividades, algumas delas, pelas condições de trabalho, pela sazonalidade do rio Solimões, ocasionam dificuldades que são mencionadas pelo ribeirinho em algumas situações como sofrimento e adoecimento. O ribeirinho organiza seu cotidiano de trabalho articulando com a natureza; neste modo de vida é pelo viés da mobilização subjetiva, do saber fazer, e cooperação que subverte e enfrenta o real, e conquista o prazer ao vencer as adversidades. Assim, o trabalho rural configura-se como desafio para o ribeirinho, mas pela experiência vivenciada no cotidiano, este utiliza a sabedoria da prática, em todos os trabalhos que desenvolve.