Decolonialidade, contracolonização e transgressão nas metáforas de Ailton Krenak
Ano de defesa: | 2023 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Letras Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Letras |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9608 |
Resumo: | Esta Dissertação resulta de uma pesquisa cujo objetivo foi analisar metáforas de Ailton Krenak sobre a relação entre a experiência humana, a modernidade e a natureza, em perspectiva decolonial. Tal análise decorreu dos seguintes problemas de pesquisa: que metáforas Krenak utiliza, em seus textos, para refletir sobre um mundo regido por narrativas coloniais? como essas metáforas traduzem, individualmente e em conjunto, a cosmopercepção Krenak sobre a relação homem/natureza? como essas metáforas expressam oposição às narrativas colonialistas e se firmam como elemento de resistência decolonial? Os livros Ideias para adiar o fim do mundo (2020a) e A vida não é útil (2020b) de Krenak constituíram o universo de amostra, onde constam as metáforas selecionadas como corpus da pesquisa. A cosmopercepção quilombola sobre a humanidade também se encontra presente na pesquisa por meio dos pensamentos de Antônio Bispo dos Santos, o Mestre Nêgo Bispo, intelectual piauiense que traz, em ensaios e poemas, possibilidades de emancipação do modo de vida imposto às sociedades modernas no livro Colonização, quilombos: modos e significações, (2015). As reflexões apresentadas criam um campo de pensamento no qual os saberes de povos indígenas e afrodiaspóricos se sobrepõem a uma estrutura de saber colonialista, contribuindo para a difusão dos estudos literários e discursivos, ancorada em bases teóricas necessárias, tais como o conceito de oralitura (MARTINS, 2003). Buscamos também contribuir para a ampliação dos estudos sobre o fenômeno linguístico e estético da metáfora. Apresentamos quatro capítulos, nos quais discorremos sobre a relação entre a pesquisa e a pandemia, desenvolvemos um estudo sobre os conceitos basilares da teoria decolonial, mapeamos as principais metáforas dos textos de Ailton, Krenak, apresentando três quadros de análise, discorremos sobre oralitura e transgressão literária. A pesquisa procura mostrar a urgência de se conhecer, discutir e valorizar saberes e práticas ancestrais, apresentando modos de significações do mundo silenciadas por práticas colonialistas. Cosmovisões transgressoras e decoloniais instigam-nos não a apresentar respostas, mas a formular cada vez mais perguntas. |