Proteína TREM-1 solúvel como preditor de mortalidade em pacientes HIV/AIDS internados: uma coorte prospectiva

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Mazalo, João Viriato
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/1629266461857744, https://orcid.org/0000-0001-7133-9915
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Medicina
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
HIV
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/8462
Resumo: Introdução: O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) é uma das principais causas de morbidade e mortalidade no mundo. Os reservatórios virais são a principal barreira para alcançar a cura do HIV em indivíduos infectados, mesmo na presença da Terapia Antirretroviral (TARV). Os macrófagos infectados pelo HIV migram para vários tecidos, constituído um reservatório viral estável em produção contínua. O TREM-1 é uma proteína da célula mielóide-1, expresso em monócitos/macrófagos e neutrófilos, fundamental na regulação e ampliação da inflamação na resposta imunológica. Objetivo: Avaliar se a proteína sTREM-1 tem valor preditor de mortalidade em pacientes HIV/AIDS internados por causas de admissão hospitalar relacionadas ao HIV, em um hospital de referência no município de Manaus-AM, Brasil. Metodologia: Realizou-se um estudo de coorte prospectivo em pacientes internados na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT – HVD), com segmento de 28 dias para a previsão de mortalidade. Foram identificados no estudo um total de 340 pacientes, que atendiam os critérios de elegibilidade, dos quais foram incluídos 260. O plasma sTREM-1 foi quantificado por ELISA. Para avaliar a correlação entre o sTREM-1 e a previsão de mortalidade em pacientes HIV, calculou-se a Curva ROC, Área Sob a Curva (AUC) e Regressão Multivariada de Poisson. Resultados: Dos 260 pacientes incluídos, 81,9% sobreviveram e 18,1% foram a óbito. No grupo óbito o valor médio de sTREM-1 foi maior (885,9±197,7) comparados aos que sobreviveram (555,8±134,3; p = 0,0001), com grande magnitude de efeito (Cohen’s Q) 1,96, para uma diferença média de 392,4±54,7pg/mL (teste Mann-Whitney para ranks; p<0.0001). A AUC foi 0.91 IC 95% 0.85 – 0.97 (p < 0.0001). O Valor de cut-off selecionado para sTREM-1 alto foi 683,8pg/mL com a melhor classificação correta de casos em 84,23%, sensibilidade de 89,36% (IC 95% 74,8 – 94,2%) e especificidade 83,10% (IC 95% 80,1 – 89,6%). A razão de probabilidade positiva (LR+) calculada foi 5,28 e negativa (LR-) de 0,13. A Regressão Multivariada de Poisson foi calculada classificando os níveis séricos de sTREM-1 no soro conforme valor cut-off (Alto > 683,8pg/mL ou Baixo <683,8pg/mL), onde o sTREM-1 alto se mostrou com melhor performance para predição de óbito com alta razão de Densidade de Incidência (IRR 16.7, p = 0,000). Conclusão: Em suma, esses achados indicam que o sTREM-1 é um preditor de mortalidade em pacientes HIV internados.