Avaliação do potencial de TREM-1 como biomarcador da Covid-19 e sua correlação com a patogenicidade da doença
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Biológicas Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Imunologia Básica e Aplicada |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9346 |
Resumo: | Coronavirus 2019 (Covid-19) é uma doença causada pelo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2) que afeta principalmente o sistema respiratório, caracterizada por quadros inflamatórios graves. Nesse contexto, o receptor expresso nas células mieloides-1 (TREM-1) é considerado um amplificador intrínseco de sinais inflamatórios. Assim, para elucidar como esse receptor contribui para a imunopatologia ou desregulação da resposta imune observada na Covid-19, determinamos a expressão de TREM-1 e de seu correspondente solúvel (sTREM-1) durante a gravidade da doença e no microambiente pulmonar, correlacionando estes dados com outros parâmetros clínicos, moleculares e celulares. Com base em escores clínicos, incluímos em nossa coorte pacientes positivos para Covid-19 classificados em grupos específicos de gravidade de sintomas (leve, moderado, grave e crítico). No sangue periférico observamos que a produção de sTREM-1 foi significativamente maior entre os pacientes com doença grave, apresentando correlações positivas com parâmetros inflamatórios, progressão do quadro clínico e mortalidade. Além disso, seus níveis sistêmicos foram correlacionados positivamente com a expressão elevada de MMP-8, sugerindo um mecanismo de liberação de TREM-1 da superfície das células sanguíneas periféricas. No microambiente pulmonar relacionamos a alta diversidade de MMPs à gravidade da Covid-19. Nossos resultados indicaram uma forte atividade enzimática de MMP-2 em amostras de fluido traqueal aspirado (TAF) de pacientes que vieram a óbito. Além disso, observamos um aumento na infiltração de neutrófilos, produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) e peroxidação lipídica, em cooperação com a expressão de MMP-8 e MMP-2, também favoráveis para liberação de sHLA-G e sTREM-1 no tecido pulmonar. A análise de redes mostrou que, miRNAs relacionados com a via de TREM-1 podem favorecer processos de regulação durante a gravidade da doença. Em conjunto, sugerimos que TREM-1 pode ser usado como uma ferramenta preditiva para progressão e desfecho da Covid-19, como também participar do mecanismo de patogenicidade aumentando a hiperinflamação na covid-19, por via de ação de endoproteinases e na regulação da resposta imune por miRNA. |