Indução à ploidia em Ananas comosus var. erectifolius (L. B. Smith) Coppens & Leal, na Amazônia Ocidental

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Azevedo, Laiane Lima
Outros Autores: https://lattes.cnpq.br/5553658544124847, https://orcid.org/0000-0003-4903-3789
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia - Itacoatiara
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia para Recursos Amazônicos
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9307
Resumo: A proteção dos ecossistemas da floresta amazônica permite a conservação da biodiversidade tropical e a oportunidade de realizar o manejo sustentável de produtos florestais não madeireiros, principalmente em regiões pobres, como uma alternativa de desenvolvimento social e econômico para populações locais e comunidades ribeirinhas. Nesta biodiversidade amazônica, no campo das fibras vegetais têm-se uma planta que apresenta potencial para produção de fibras lignocelulósicas, Ananas comosus var. erectifolius, conhecido popularmente como curauá. Devido ao seu potencial produtivo com a fibra, é necessário procurar um maior conhecimento de conservação e manejo desta espécie e, iniciar pesquisas que visem o seu melhoramento genético. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi estabelecer um protocolo de indução de ploidia em Ananas comosus var. erectifolius em amostras coletadas na Amazônia Ocidental, visando o incremento da variabilidade genética a fins de melhoramento vegetal dessa planta fibrosa. Para indução de ploidia de A. comosus var. erectifolius, foram adquiridos rizomas. Estes foram coletados na área de produção da fazenda experimental da UFAM. Os rizomas foram imersos em solução de água e hipoclorito de sódio na proporção de 95:5. Após a limpeza dos rizomas, foi feito o procedimento de indução à ploidia. Os rizomas foram submersos sob agitação em diferentes concentrações de colchicina (0; 0,05; 0,10 e 0,20%) e tempos de exposição (2; 4 e 6 horas). Após a exposição, os tratamentos foram imediatamente plantados em 4 bandejas contendo substrato comercial. O experimento foi conduzido em arranjo fatorial de 4 (doses de colchicina) x 3 (tempo de exposição), em delineamento experimental inteiramente casualizado. Cada tratamento foi composto por 15 rizomas. Os dados foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Scott Knott a 5% de probabilidade. A colchicina demonstrou ser tóxica aos rizomas de curauá, ocasionando reduções significativas no número médio de brotações e aumento na porcentagem de plantas não emergidas, em comparação com o controle, em diversas concentrações de colchicina e tempos de cultivos testados.