Não é conversa pra boi dormir: Memórias de mestres do Boi-Bumbá Corre Campo (Manaus-AM)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silva Filho, Alvanir Carolino da
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/9545463338051440
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Humanas e Letras
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
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Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10311
Resumo: Este estudo assume o propósito de compreender a importância dos mestres da cultura popular na perspectiva do Boi-Bumbá, apontando o protagonismo social dos mesmos, suas manifestações culturais, artísticas, políticas e simbólicas. Vislumbrou-se o resgate da memória dos mestres do Boi-Bumbá Corre Campo em Manaus, Amazonas. Esta investigação se entrelaça com os fios da interdisciplinaridade num diálogo entre Antropologia, Sociologia, Etnologia e as Artes. O presente estudo centra-se na análise da memória dentro de uma agremiação folclórica, explorando as narrativas dos mestres desse bumbá, buscando compreender a importância do boi-bumbá como grupo folclórico e do folclore local conforme narrado por esses mestres. Além disso, pretendeu-se investigar os papéis sociais dessas pessoas na agremiação, reconstruir através de suas memórias os processos que deram origem ao Boi Corre Campo e identificar as principais mudanças ao longo do tempo. Também se buscou compreender, por meio das narrativas, a dinâmica das relações sociais envolvendo esses agentes sociais no contexto do bumbá e do folclore de Manaus. Teve como lócus da pesquisa a sede da Associação Folclórica Cultural Boi-Bumbá Corre Campo, o local de ensaio e a residência dos mestres. Espaços esses que os mestres cultivam suas relações com outros membros do grupo folclórico, que se evidencia em suas práticas cotidianas assim como em sua cultura. Esta pesquisa assume a abordagem qualitativa num processo dialógico de tessitura das discussões empreendidas. Dentre os múltiplos aspectos constatados consta o fato de que os mestres acabam por ser guardiões da tradição do folguedo de boi, compartilham sentimentos interligados ao folclore, à brincadeira de boi e à cidade de Manaus. Seus saberes e fazeres refletem o fazer-junto, emergindo como uma ordem dos gestos e dos atos, ou seja, são práticas construtivas que remetem-se ao ethos do Bem Viver. Deve-se reconhecer, por fim, que os resultados desta pesquisa contribuirão para dar visibilidade aos mestres, jogando luz sobre suas práticas sociais e culturais, visto que, os trabalhos desenvolvidos na perspectiva de reconstrução histórica e folclórica se revestem numa arma poderosa para o fortalecimento de iniciativas de políticas culturais de patrimônio imaterial como forma de dar legitimidade e resistência aos grupos folclóricos, como o boi-bumbá.