Complicações associadas a paciente com COVID-19 grave: uma coorte retrospectiva
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Medicina Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10735 |
Resumo: | Introdução: A COVID-19 é uma infecção altamente contagiosa que pode levar a complicações graves e óbito. Surgida em dezembro de 2019 na China, se espalhou globalmente. Comorbidades como hipertensão e diabetes são preditores de desfechos desfavoráveis em casos graves. Contudo, existe uma lacuna na literatura sobre a influência específica de variáveis clínicas e laboratoriais nos desfechos desfavoráveis em pacientes hospitalizados em regiões de alta mortalidade pela doença. Este estudo visa preencher essa lacuna e fornecer informações valiosas para a prática clínica. Objetivo: Identificar comorbidades e complicações de pacientes com COVID-19 grave hospitalizados, analisar a influência de variáveis clínicas e laboratoriais no desfecho complicações e sem complicações, e criar um modelo de regressão multivariada para a predição de óbito e complicações nestes pacientes. Método: Coorte retrospectiva aprovada pelo Comitê de Ética (CAAE: 52104121.9.0000.0042/ parecer: 5.112.830). Analisamos os prontuários eletrônicos de pacientes hospitalizados com COVID-19 grave, em um hospital geral privado em Manaus, Amazonas, entre março de 2020 a março de 2022. Utilizamos modelos de regressão multivariada, análise de sobrevivência (Kaplan-Meier) e modelo de Cox para criar modelos preditivos para prever óbito e complicações com o software R versão 3.2.2. As figuras foram geradas no Jamovi versão 2.3.24. Resultados: Identificamos no período 13.372 prontuários, sendo 1.155 incluídos no estudo. As comorbidades mais frequentes foram hipertensão e diabetes. As complicações mais comuns incluíram choque, hipóxia grave, disfunção de múltiplos órgãos e aumento de marcadores inflamatórios. Identificamos que idade avançada, hipertensão, diabetes, múltiplas comorbidades, saturação de oxigênio <90%, e elevação de marcadores como Dímero-D, DHL e CPK foram preditores significativos de desfechos desfavoráveis, e a presença de complicações impactou na sobrevida dos pacientes (Hazard Ratio = 8,24; IC 95%: 3,84-17,69). Os modelos de regressão multivariada demonstraram boa performance preditiva, com sensibilidade de 85% e especificidade de 90% para o óbito, e sensibilidade de 80% e especificidade de 85% as para complicações. Conclusão: Hipertensão e diabetes foram as comobirdades mais frequentes dos pacientes com COVID-19 grave hospitalizados, e choque, hipóxia grave, disfunção de múltiplos órgãos e aumento de marcadores inflamatórios as principais complicações. A presença de complicações reduziu a sobrevida dos pacientes. A elevação de Dímero-D, DHL e CPK foram preditores de desfechos desfavoráveis. A identificação dessas variáveis pode permitir a implementação de abordagens personalizadas e intervenções precoces, que são cruciais para melhorar o prognóstico dos pacientes. |