Quero seguir viagem sem pai nem mãe, nem amante tutelar: uma etnografia sobre solteiras de classe média que moram sozinhas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Borges, Bruna
Outros Autores: https://lattes.cnpq.br/4057022944669040
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Antropologia Social
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9910
Resumo: Esta tese é resultado de um trabalho etnográfico que decorre tanto de uma experiência prática de pesquisa quanto de um processo reflexivo e teórico em torno dos eixos: solteirice feminina, família, casa e parentesco na Amazônia. Inicialmente, aborda a solteirice ancorada numa discussão de autonomia feminina, mas, no decorrer do trabalho de campo e escrita da tese, essa compreensão se expandiu para inclusão de questões familiares, de parentesco, relações de gênero e gerações. A solteirice e a autonomia feminina deixaram de ser temas centrais e o foco se deslocou de uma aproximação com a perspectiva feminista para uma análise antropológica que considera a solteirice também como uma questão dos estudos familiares com ênfase na manutenção dos vínculos familiares. Essa discussão culminou ainda na importância da categoria nativa “Casa” para compreensão da relação entre solteirice e família. Trata-se de uma etnografia na qual se pretende compreender a solteirice de mulheres que tem decidido sair ou já saíram da casa dos pais para morarem sozinhas sem nunca terem vivenciado uma união consensual ou casamento e quais a moralidades familiares circundantes a esse processo. O presente trabalho aborda a relação entre família, casamento e solteirice, com foco nessas mulheres solteiras de classe média na cidade de Manaus. Mulheres com acesso a lógicas particulares, que as aproximam de lógicas burguesas sobre casa, moradia e trabalho doméstico em uma região metropolitana muito particular que é a Amazônia. Ao olhar para esse grupo específico a presente tese visa contribuir oportunizando comparações entre as lógicas morais e organizações de famílias de classe média em contraposição com as lógicas morais e organizações de famílias e de mulheres de grupos populares. Por fim, esperamos que essa tese contribua para o debate sobre a solteirice na antropologia social, fornecendo novas perspectivas e reflexões sobre um tema cada vez mais relevante no mundo contemporâneo.