Caracterização dos polimorfismos nos genes do complexo inflamassoma na leucemia linfoblástica aguda
Ano de defesa: | 2024 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | , |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Ciências Biológicas Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Imunologia Básica e Aplicada |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10628 |
Resumo: | Inflamassomas são mediadores cruciais da resposta inflamatória, e certos polimorfismos em genes deste complexo podem influenciar a transcrição de genes alvo e contribuir para o desenvolvimento e progressão de neoplasias hematológicas. Todavia, são escassos os estudos que exploram essa relação na leucemia linfoblástica aguda (LLA). Dessa forma, nós realizamos uma revisão bibliográfica sobre o papel dos inflamassomas nas leucemias e revisão sistemática com meta-análise sobre o papel do polimorfismo IL1B -511 no desenvolvimento de neoplasias hematológicas. Além disso, um estudo caso-controle com 210 pacientes com LLA e 205 indivíduos saudáveis foi realizado a fim de descrever o papel dos polimorfismos AIM2 rs1103577, IFI16 rs1633266, CASP1 rs570685 e CARD8 rs2043211A no risco ou proteção para LLA e desfecho clínico. Além disso, também avaliamos sua influência nas concentrações séricas das citocinas IL-1β, IL-6, IL-10, IL-12p70 e TNF. A genotipagem foi realizada através da técnica de Reação em Cadeia da Polimerase em Tempo Real (qPCR) usando sondas Taqman e a dosagem das citocinas pela técnica Cytometric Bead Array (CBA). Em nossa revisão sistemática e meta-análise não identificamos associação entre o polimorfismo IL1B -511 com o risco de alguma neoplasia hematológica. Por outro lado, em nosso estudo experimental, o modelo sobredominante do polimorfismo AIM2 rs1103577 foi associado a um menor risco ao desenvolvimento de leucemia linfoblástica aguda em nossa população (ORadj: 0.56 95% CIadj: 0.35 – 0.90, padj=0.003), bem como, o modelo codominante com menor chance de óbito (ORadj: 0.47, 95% CIadj: 0.24 – 0.93, padj=0.018). Não observamos associação entre os genótipos dos polimorfismos em estudo na secreção das citocinas quando avaliadas na medula óssea e sangue periférico. Por fim, destacamos que este é o primeiro estudo que investigou a relação dos polimorfismos AIM2 rs1103577, IFI16 rs1633266, CASP1 rs570685 e CARD8 rs2043211 no desenvolvimento e desfecho clínico de pacientes diagnosticados com LLA da Amazônia Brasileira. Uma compreensão mais profunda das variações genéticas dos genes do complexo inflamassoma nos permitirá identificar biomarcadores moleculares de prognóstico precoce e contribuir para o aperfeiçoamento dos tratamentos da doença. |