Avaliação da densidade mineral óssea e composição corporal por absorciometria por dupla emissão de raios x em pessoas que vivem com HIV atendidas na Fundação De Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Gomes, Alessandra Maria Paiva
Outros Autores: http://lattes.cnpq.br/9878411545317670, https://orcid.org/0000-0001-6615-713X
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Medicina
Brasil
UFAM
Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
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Link de acesso: https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10224
Resumo: A infecção pelo HIV e o início da terapia antirretroviral (TARV) estão consistentemente associados a um risco aumentado de fraturas ósseas. Com o início da TARV, há uma perda aguda de densidade mineral óssea (DMO) nas primeiras 24 a 48 semanas, seguida de estabilização ao longo do tempo. Prolongado tempo de infecção viral e uso da TARV são associados a alterações osteoarticulares e uma diminuição crescente da DMO. Embora a sorologia para HIV não tenha relação direta com a osteoporose, PVHA também estão em risco para essa condição. Medicamentos como corticosteroides e anticonvulsivantes podem aumentar esse risco, e alguns medicamentos para tratar a osteoporose podem interagir com os antirretrovirais. A osteoporose é um problema de saúde pública que afeta principalmente mulheres na pós-menopausa, mas também pode afetar homens e mulheres mais jovens. PVHA em uso contínuo de TARV parecem ter um risco aumentado de desenvolver fragilidade óssea. Na Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Centro de referência para HIV/AIDS no Amazonas, ainda não há um protocolo que inclua a análise da DMO para prevenir fraturas ósseas, nem a composição corporal para avaliar a prevalência de lipodistrofia e alterações metabólicas nessa população. Este estudo propõe contribuir para a criação de políticas regionais de saúde pública que incluam estratégias direcionadas às necessidades específicas das PVHA. Foram recrutadas PVHA com comprovação sorológica, de ambos os sexos, com idade a partir de 50 anos, atendidas no ambulatório da FMT-HVD. Entre os 38 indivíduos do grupo de PVHA, foi observada uma prevalência de desmineralização óssea em 32 (84,2%) participantes, enquanto no grupo de pacientes soronegativos, a prevalência foi de 18% (7/38). Os resultados deste estudo reforçam a alta prevalência de desmineralização óssea entre PVHA. A evidência de osteopenia ou osteoporose em 84,2% dos participantes ressalta a urgência de uma atenção especializada à saúde óssea desses indivíduos. Este estudo destaca a importância de uma abordagem preventiva para a saúde óssea das PVHA, visando não apenas ao tratamento do HIV, mas também à preservação da saúde óssea e à redução do risco de condições osteomusculares debilitantes.