Escore do osso trabecular como método na avaliação da qualidade óssea em mulheres com baixa estatura

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Pedro Paulo Martins Alvarenga
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Minas Gerais
Brasil
MEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA
Programa de Pós-Graduação em Medicina Molecular
UFMG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1843/33359
Resumo: Introdução: densidade mineral óssea areal (aDMO) obtida pela medida de absorção de raio-X de dupla energia (DXA) é influenciada pelo tamanho do osso, onde a verdadeira DMO é subestimada em pacientes com ossos pequenos e superestimada em pacientes com ossos maiores. O escore de osso trabecular (TBS), um índice textural obtido a partir de imagens de densitometria de coluna lombar, é um preditor do risco de fraturas independente da DMO e do tamanho ósseo Objetivos e metodologia: O objetivo do estudo foi avaliar o TBS e a DMO em mulheres com baixa estatura. Foi realizada análise das densitometrias de todas as mulheres com baixa estatura (<144cm) entre 50 e 90 anos, de um único centro médico de referência, realizadas entre 2006 e 2016. O grupo controle, selecionadas do mesmo banco de dados, compreendeu mulheres com estatura superior a 161cm, pareadas por idade e valores de DMO de coluna lombar com as pacientes caso. Resultados: A população do estudo incluiu 342 mulheres. Casos e controles apresentaram mesma idade (média 70 anos) e valores de DMO em coluna lombar e fêmur total. Os valores de DMO em colo do fêmur foi menor em mulheres com baixa estatura em relação àquelas de maior estatura. Entretanto, os valores de TBS foram maiores em mulheres com baixa estatura em relação ao grupo controle (1.347±0.102 vs. 1.250±0.110; p<0.001). A densidade mineral óssea aparente, uma estimativa da densidade óssea volumétrica, e o T-score da DMO ajustado pelo TBS também foram significativamente maiores nos casos em relação ao grupo controle. No total, 121 mulheres (67 casos) foram classificadas como osteoporóticas, sendo que nesse subgrupo, da mesma maneira, o TBS foi melhor nas mulheres de baixa estatura (1.303±0.103) comparado com o grupo controle (1.190±0.099; p<0.001). A despeito de serem consideradas osteoporóticas pela classificação da DMO, 36% das pacientes com baixa estatura apresentavam um TBS normal enquanto nenhuma paciente osteoporótica do grupo controle mostrou um TBS >1.350. Conclusões: Esses dados sugerem que o TBS pode ser útil em conjunto com a DMO para avaliação da qualidade óssea em mulheres com baixa estatura, nas quais os valores de DMO pela densitometria são menores, superestimando o risco de fraturas