A cidade e a quitanda: uma leitura dos poemas Bananas podres, de Ferreira Gullar
Ano de defesa: | 2021 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Faculdade de Letras Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Letras |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/9944 |
Resumo: | No livro A Vertigem do Dia (1980), Ferreira Gullar inseriu o primeiro da série de cinco poemas, homônimos e sequenciais, Bananas Podres. Eles continuariam em sua obra em 2010, no livro Em Alguma Parte Alguma e todos os cinco poemas seriam reunidos em 2011 em uma compilação ilustrada de mesmo nome – Bananas Podres, além de outras aparições da imagem das bananas em Poema Sujo (1975) e na crônica Alquimia na Quitanda (2013). Em todas essas obras, vê-se a vida em uma quitanda, na qual o poeta teria estado em sua infância junto ao pai, Newton Ferreira, um feirante. Este levantamento bibliográfico prévio levou à leitura dos poemas cuja análise explora imagens da cidade, da quitanda e das bananas, daí a ordem dos capítulos. Como essas três imagens são ligadas à memória e ao plano da cultura presentes na série Bananas Podres, esta dissertação propõe uma nova leitura dos poemas de modo a investigar a razão de ser das imagens neles presentes, o motivo da nomenclatura recorrente como também o papel da quitanda enquanto locus que perdura na produção poética de Gullar. A série de poemas Bananas Podres pode, igualmente, falar muito sobre as várias memórias e as várias cidades do Brasil, e esse trabalho pretende mostrar um pouco dessa grande razão de ser: a voz de um trabalhador brasileiro e a memória cultural de um poeta. |