Marx, Engels e Tocqueville: a pobreza no pensamento social do século XIX
Ano de defesa: | 2021 |
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Autor(a) principal: | |
Outros Autores: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Amazonas
Instituto de Filosofia, Ciências Humanas e Sociais Brasil UFAM Programa de Pós-graduação em Sociologia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/10185 |
Resumo: | A pobreza é um tema fortemente presente nas ciências sociais, ainda que a própria definição do termo seja motivo de discussão. Em busca de uma compreensão mais profunda das origens do pensamento social acerca desse fenômeno, buscamos na literatura do século XIX os primeiros trabalhos que traziam a pobreza como objeto primordial. À guisa de introdução, fizemos um levantamento das “leis dos pobres” na Inglaterra, primeiras tentativas de tipificar e controlar o problema que hoje conhecemos como pobreza. Em seguida, procedemos ao exame das obras de Marx, Engels e Tocqueville em busca de suas reflexões e proposições acerca da pobreza nas sociedades europeias de sua época. Observa-se que, enquanto os escritos de Tocqueville têm um caráter mais descritivo e suas reflexões sobre o tema refletem com fidelidade o pensamento dominante em sua época, Marx e Engels buscam uma teorização mais profunda e avançam em direção a uma nova escola de pensamento que não apenas trata da pobreza, mas do destino de toda a classe trabalhadora. Tais diferenças se explicam principalmente pelas escolhas epistemológicas e metodológicas dos autores, estando Tocqueville alinhado a uma tradição liberal democrática e Marx e Engels ao nascente socialismo que ambos classificavam como “científico”. |