A nova filantropia e a Base Nacional Comum Curricular: a política investigada por redes
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Educação Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Educação |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/18131 |
Resumo: | Com a crescente participação de fundações, movimentos, parcerias filantrópicas e empresas na defesa e na aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), houve, nos últimos anos, significativas mudanças nos modos de gerir a política educacional e curricular no país. Assim sendo, esta tese apresenta algumas redes políticas constituídas por atores sociais, instituições e suas produções, considerados importantes pontos articuladores da política. É defendida a tese de que, sem a participação desses atores sociais e instituições, a BNCC possivelmente não seria homologada e a política seria desenvolvida em outras direções. Entre as principais instituições que são pontos articuladores estão: a Fundação Lemann, o Movimento pela Base e o Todos pela Educação. Estes reúnem instituições importantes para o desenvolvimento da política nas escolas, entre elas: Fundação Telefônica Vivo, Instituto Natura, Itaú Social, Fundação Getulio Vargas, Instituto Ayrton Senna, Instituto Península e Instituto Reúna, entre outras. São apresentadas as redes políticas que tornaram possível a aprovação da BNCC e que reiteram a política como um projeto salvacionista para a educação. Para atingir tal objetivo, foi utilizada a etnografia de redes proposta por Stephen Ball, com auxílio do software NodeXL, visando identificar as redes políticas e expressar sua ação constitutiva nessa política. É defendido também que as redes políticas produzem discursos que legitimam e dão subsídio para que a BNCC seja interpretada como um consenso. Dentre esses discursos, destacam-se: a importância das competências e da formação dos professores e dos gestores, em virtude do baixo desempenho dos alunos nas avaliações; e a força que esses discursos ganham com a transitividade de atores sociais entre as instâncias pública e privada. |