Prevalência de inadequação de micronutrientes em idosos no Brasil, segundo arranjo domiciliar: Inquérito Nacional de Alimentação 2008-2009
Ano de defesa: | 2017 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Nutrição BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Alimentação, Nutrição e Saúde |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/7290 |
Resumo: | O envelhecimento populacional é uma realidade e a maior participação dos idosos na população em geral ocorre associada ao incremento da expectativa de vida, fazendo com que a participação dos idosos com mais de 75 anos se dê de forma ainda mais significativa. Cabe destacar que, com o processo de envelhecimento, o grupo dos idosos vem se alargando, abarcando indivíduos com realidades bem distintas, o que torna importante que este grupo seja analisado de forma mais específica. Além disso, os mais idosos , por apresentarem maiores chances de necessitar de mais cuidados com a saúde, leva-nos a pensar nos desafios impostos para atender às especificidades deste grupo, especialmente a longo prazo. Estudos têm apontado à relação das condições nutricionais, em especial no que se refere à ingestão alimentar, com as condições de sobrevivência e situação de saúde e de vida dos idosos. No entanto, mesmo com a crescente representatividade dessa população, suas características ainda são, de certa forma, pouco exploradas e os escassos estudos populacionais sobre esse tema nos idosos brasileiros apontam a existência de inadequação nutricional, o que justifica o aprofundamento de tais questões. Com isso, o objetivo desse trabalho foi estimar a prevalência de inadequação da ingestão de micronutrientes por sexo, faixa etária e arranjo domiciliar. Para isso, foram utilizados os dados do Inquérito Nacional de Alimentação referente à população acima dos 60 anos, usando as informações do consumo alimentar obtidos através de dois registros alimentares de 24 horas não consecutivos, utilizando-se as recomendações estabelecidas pela DRI, para a análise da ingestão nutricional. Pode-se observar que os nutrientes com maior proporção de inadequação (vitamina E, vitamina D, cálcio, magnésio e vitamina A) são os mesmo relatados ao redor do mundo, onde as idosas alcançaram prevalência de inadequação na ordem de 100% para vitamina E, por exemplo. Ainda dentre os nutrientes com maior prevalência de inadequação, apenas as mulheres de 60-64 anos residentes em domicílios com idosos obtiveram valores médios de ingestão acima da recomendação para a vitamina A. O arranjo domiciliar também demonstrou gerar impacto, onde os homens que residem em domicílios mistos apresentaram menores prevalências de inadequação quando comparadas as idosas nesse mesmo contexto. Em contrapartida, para as idosas, residir em domicílios compostos apenas por indivíduos com 60 ou mais anos de idade, pareceu interferir positivamente em sua ingestão alimentar. Conclui-se, portanto, que a faixa etária e o arranjo domiciliar influenciam na ingestão nutricional não devendo ser desconsiderados quando se avalia o público idoso |