Depressão, ansiedade e mudança nos hábitos de consumo alimentar durante a pandemia de COVID-19 em estudantes universitários
Ano de defesa: | 2023 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso embargado |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/19449 |
Resumo: | A pandemia de COVID-19 chegou ao Brasil no ano de 2020 e, com ela, foram instituídas medidas de isolamento social tendo em vista a proteção da população. O maior tempo em casa decorrente das medidas de isolamento social teve impactos na população, incluindo mudanças nos hábitos de consumo alimentar e efeitos na saúde mental como o aumento de casos de depressão e ansiedade. O presente estudo buscou investigar alterações no consumo de alimentos hiperpalatáveis e padrões de refeição e sua relação com os graus de ansiedade e depressão em estudantes de uma universidade pública na cidade do Rio de Janeiro. Trata-se de estudo transversal, conduzido a partir de uma amostra de 771 estudantes universitários que, em 2019, ingressaram em cursos de graduação em uma universidade pública no estado do Rio de Janeiro, e cujos dados foram coletados através de questionário web autopreenchido. As alterações no consumo alimentar e padrões de refeição foram avaliadas pela frequência de aumento ou de redução no consumo de 7 alimentos hiperpalatáveis e por questões envolvendo a substituição de refeições por lanches. A ansiedade e depressão foram medidas pelos escores do GAD-7 e PHQ-9, respectivamente. Devido à alta taxa de não- resposta (80,6%), as análises foram realizadas utilizando ponderação dos participantes por sexo e curso de origem. Foram investigadas as frequências relativas e absolutas das variáveis de interesse, além de modelagem com equações estruturais de caráter exploratório. A amostra foi composta por 65,2% indivíduos do sexo feminino, e 58,4% estando entre 18 a 21 anos, 79,5% esteve em isolamento social por 14 semanas ou mais. Mais da metade dos indivíduos relataram sintomas de ansiedade (53,8%) e depressão (62,5%) clinicamente significativos. A presença de ambos os transtornos ao mesmo tempo também foi alta (com 47,6%). A quase totalidade dos indivíduos que apresentaram aumento no consumo dos alimentos hiperpalatáveis selecionados também fazia parte do grupo dos que apresentaram sintomas de ansiedade ou depressão clinicamente significativos. No modelo de equações estruturais criou-se a variável latente "transtorno", composta pelos escores do GAD-7 e PHQ-9, que mostrou correlação positiva com um aumento nos hábitos de consumo de alimentos hiperpalatáveis e substituição de refeições, após análise de seus efeitos totais diretos e indiretos (coeficiente padronizado = 0,212). Concluiu-se que maiores escores de ansiedade e depressão afetaram negativamente os hábitos de consumo dos universitários. |