Sankofiando os vestígios do Movimento Negro na RSB: um olhar amefricano em busca do que ficou esquecido

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Benedito, Sophia Rosa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/21545
Resumo: Partindo da concepção filosófica contida no adinkra Sankofa sobre “não ser tabu voltar atrás e buscar o que esqueceu”, que esta dissertação se insere na construção de outros olhares para processo da Reforma Sanitária Brasileira (RSB). Parte de um resgate das contribuições da militância negra e/ou sobre o tema de enfrentamento ao racismo que foram denegadas da história “oficial” e da formulação do projeto do Sistema Único de Saúde (SUS). Tomando o Sankofiar como modo de pesquisa inspirado no referencial teórico afrocentrado e na História Social e assumindo como chave analítica a categoria da Amefricanidade, a pesquisa foi realizada a partir do diálogo com a bibliografia, pesquisa documental e entrevistas semiestruturadas com seis pessoas negras que estiveram ativas politicamente no período da RSB convencionado entre 1970 e 1990. Os aspectos éticos foram resguardados e aprovados conforme previsto pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), sob CAAE nº 65271622.5.0000.5260. Dentre os principais aprendizados da pesquisa, pode-se citar a visibilização de vestígios da participação negra nos documentos oficiais da saúde, trazer à tona algumas das demandas sistematizadas do movimento social negro e abrir espaço para vozes negras contarem a história de construção das bases do SUS sob óticas fora do convencional, envolvendo as diferentes concepções de saúde e cuidado, o protagonismo do movimento de mulheres negras, as discussões gerais sobre a estruturação de um Sistema de Saúde e a gestão da força de trabalho em seu interior, bem como a concepção de democracia que trazem do passado, reflexões fundamentais para produzir um giro nas bases de análise e formulação visando um SUS pluriversal, equânime, integral e intercultural, um SUS amefricano.