Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
França, Wanderson Freitas
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Orientador(a): |
Malta, Guilherme Augusto Pereira
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Banca de defesa: |
Torres, Clarice Cassab
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Dias, Juliana Maddalena Trifilio
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Silva, Renata Aquino da
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Geografia
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Departamento: |
ICH – Instituto de Ciências Humanas
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/16173
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Resumo: |
O presente estudo dessa dissertação é o resultado do esforço de compreender no tocante dos monumentos circunscritos nos espaços públicos do centro histórico de Petrópolis, cidade localizada na região serrana do estado do Rio de Janeiro, como estão relacionados diretamente sobre as construções identitárias de grupos culturais colocados em condição de menos importantes (indígenas, negros e negras) sobre uma lógica racista que desconsidera o papel que essas múltiplas culturas exerceram, e exercem, ao longo do tempo sobre a produção material e imaterial da cidade. Desse modo, busca-se analisar, por meio das paisagens contraditórias entre os monumentos e os bairros negros da cidade, considerando as minhas trajetórias e o lugar que me situo enquanto negro transado com o urbano, como esses elementos simbólicos possibilitam a perpetuação e a manutenção de uma visão colonizadora sobre as construções identitárias que se desdobra na manutenção do poder da branquitude que produz desigualdade racial. Assim, por meio de metodologia ativa de roda de conversa decidi colocar os monumentos na gira ao reunir nosso pessoal, negras e negros petropolitanas(os), para transarmos nossas experiências em coletividade e valorizar nosso ponto de vista sobre nossas vivências na cidade. Desse modo, o pensamento Afrocentrado em conjunto com a Geografia Cultural foi central, somando com outros saberes de descolonização, na valorização de nossas referenciais culturais indígenas e negras. Como resultados percebemos o quanto os monumentos funcionam como símbolos de perpetuação de ideias colonizadoras que incidem sobre o apagamento intencional da contribuição que esses “outros” grupos culturais possibilitaram sobre a produção material da cidade. Dessa forma, essa estrutura converge sobre a não identificação de pessoas negras em Petrópolis, o que acaba por privilegiar a branquitude local. Finalizo não apenas no intuito de concluir um estudo, mas evidenciar a potência das trocas estabelecidas com nossas parceiras e parceiros negros ao transar nossas experiências sobre a realidade local ao direcionar os estudos geográficos entendendo porque as paisagens dessa cidade se apresentam contraditórias para nós e como isso impacta grupos culturais de formas diferentes. |