Produção do Currículo no Ensino Secundário Geral: Compreensão das Práticas Docentes nas Escolas Gengibre e Girassol.
Ano de defesa: | 2016 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Educação BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Educação |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/10416 |
Resumo: | Nesta pesquisa fez-se um estudo sobre a produção curricular em dois estabelecimentos do Ensino Secundário Geral (ESG), na Província de Maputo, na cidade de Matola, através da análise das práticas docentes de professores. A pesquisa optou por uma abordagem qualitativa de cunho etnográfico e na análise de conteúdo baseada em Bardin (1977), que consistiu na realização de entrevistas semiestruturadas junto aos professores, membros da direção e estudantes das escolas que foram o lócus da investigação e na análise de documentos. O estudo mostrou que os professores participavam da produção curricular através de várias atividades que desenvolviam baseadas em suas experiências, concepções, níveis de formação e discursos orais e escritos. Mostrou, igualmente, que cada escola fazia a interpretação e colocação em prática do currículo proposto segundo as suas especificidades, localização e reputação local. Por isso, a produção curricular não se restringia apenas ao que era pertinente aos documentos escritos, ela incidia, também, sobre os discursos que caraterizavam o dia-a-dia da escola. Deste modo, a escola não é simplesmente, um local de reprodução das orientações políticas, de uma cultura externa e dos discursos hegemônicos. Distinguiu-se ainda nesta investigação que o chão da escola1 tem sido muitas vezes um lugar de muitas controversias e contradições e não necessariamente de consensos, por parte de seus atores, mormente professores e gestores escolares. Há um entendimento de que o acesso à escola para todos estava ligado à homogeneização e padronização de alunos e das suas práticas, dentro do pressuposto que todos são iguais, e por essa via, ela participava e legitimava a exclusão social e a escolar |