A produção de oficinas de animação na educação de surdos: MoVimeNTOs e possibilidades de uma proposta pedagógica visuoespacial
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Formação de Professores BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Educação - Processos Formativos e Desigualdades Sociais |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/9903 |
Resumo: | Compreendemos a surdez como uma experiência visual entendida fora do campo da medicalização e os surdos como um grupo múltiplo e multifacetado. Esta pesquisa-escrita se propõe um exercício cartográfico que tome como pista a intervenção junto a alunos surdos da Escola Municipal Paulo Freire (EMPF), que integra a rede pública de Niterói RJ, produzindo práticas que emerjam da criação de propostas pedagógicas visuais. Propomos como campo de intervenção a realização de oficinas experimentais de produção de vídeos de animação, trabalho que envolve diversas técnicas visuoespaciais, corporais e de escrita. O desejo dessa pesquisa é pensar o processo formativo de estudantes surdos, sua educação visual, através de propostas de ensino visuoespaciais na criação de roteiros e produção de animações. Nosso trabalho tem como contorno metodológico uma proposta feita através da criação de um dispositivo multilinear do fazer-narrar na produção de oficinas experimentais com microrrelatos e narrativas imagéticas. No primeiro capítulo narramos o que nos move a pesquisar no campo da diferença, apresentando a abordagem metodológica e nosso problema: Como produzir propostas de ensino que sejam sensíveis às formas singulares de aprender de estudantes surdos? No segundo capítulo apresentamos um memorial de pesquisa-escrita, os primeiros encontros e experiências que nos fazem pensar sobre surdez e diferença. No terceiro capítulo discutimos aspectos da visualidade na Educação de Surdos propondo a Pedagogia Visual como campo de estudos e práticas educacionais. No quarto capítulo narramos o que acontece nas oficinas experimentais ao produzir intencionalmente imagens no contexto sócio-histórico-cultural como intervenção educativa. Por fim, trazemos os efeitos do estar juntos na educação de surdos, ao produzir com eles uma proposta educativa atravessada pelas singularidades de suas formas de aprender, ressaltando a relevância da visualidade como caminho metodológico na aprendizagem de estudantes surdos. |