Podemos pôr fim às oligarquias? A organização de um partido-movimento na sociedade em redes (2014-2020)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Ferreira, Daniel Henrique da Mota
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Instituto de Estudos Sociais e Políticos
Brasil
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17594
Resumo: O presente trabalho visa iluminar as discussões sobre organização política partidária no presente século, à partir da análise do partido Podemos, da Espanha. Considerando as mudanças após os recentes ciclos de ação coletiva, propaladas pelo avanço das tecnologias de informação e comunicação (TIC), propõe-se pensar os ganhos dos seus usos para a democracia interna partidária a partir da análise deste caso concreto. O presente trabalho assume que é um problema recente apontado pelos ciclos de protestos o descolamento entre as novas práticas sociais e os partidos políticos tradicionais vistos como parte de um sistema político blindado às pautas sociais. Assim, o Podemos é estudado como uma maneira de iluminar as tendências partidárias mais gerais, advindas de mudanças nas formas de organização e percepção subjetiva na contemporaneidade. Para tanto, fizemos um levantamento bibliográfico de fontes secundárias, incluindo aí entrevistas com membros do partido, bem como uma análise documental dos principais documentos e regramentos em disputa nas assembleias cidadãs com o fito de reconstituir os meandros do Podemos. Com este objetivo, no capítulo 1 apresentamos os conceitos de partido, e de democracia interna partidária, bem como o problema das tendências à oligarquização partidária em diferentes tipologias. Após, no capítulo 2, apresentamos o surgimento de uma nova clivagem como parte das mudanças nas formas de organização para uma estrutura em redes e cotejamos com os problemas advindos da mesma. No capítulo 3, a reconstituição da trajetória do Podemos até o presente dá materialidade para a discussão que havia sido apresentada, destacando-se os problemas recentes do partido para fortalecer a democracia interna contra a centralização e personalismo assumidos pelo partido. Na conclusão, por fim, retomamos os conceitos e consideramos que um dos maiores perigos das novas tendências da organização partidária reside nas hiperlideranças.