“Os descabeçados”: os sentidos atribuídos aos diagnósticos psiquiátricos infantis por cuidadoras de crianças em tratamento em um Hospital Pediátrico no Estado do Rio de Janeiro
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/21650 |
Resumo: | Este trabalho parte da problematização dos diagnósticos psiquiátricos infantis para além do discurso médico científico, inserido no debate das formas diferenciais da experiência da saúde e da doença entre diferentes atores sociais. Trata-se, aqui, da análise de uma noção dotada de significados específicos para as famílias que vivem o fenômeno, em função de conceitos singulares de saúde e de doença culturalmente elaborados. Para tanto, tomou -se como referência a literatura que aponta para diferenças culturais entre aqueles identificados e em consonância com uma visão de mundo da modernidade nos setores médios (equipe de saúde, profissionais da escola e conselho tutelar) e os que buscam o Sistema Único de Saúde. Estes últimos em sua maioria pertencem às classes populares, cuja visão de mundo seria mais regida por representações hierárquicas, relacionais, de “pessoa”. Realizou-se uma pesquisa qualitativa, com entrevistas das cuidadoras de crianças em tratamento no ambulatório de psiquiatria em um Hospital Pediátrico com o objetivo de alcançar os sentidos atribuídos por essas pessoas a estes diagnósticos. A partir da Análise do Discurso, pôde-se observar que, a despeito da presença de noções compatíveis com o idioma dos nervos, não há uma homogeneidade na apresentação da identidade psicológica nas camadas populares reveladas pelas cuidadoras das crianças atendidas no ambulatório de psiquiatria infantil. Pudemos perceber a diversidade dos suportes de identificação dessas cuidadoras e de suas expectativas sobre o desempenho e o comportamento dos filhos/netos/bisnetos tanto na escola como em casa. |