Mármore e Barbárie: o nascimento da medicina política
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Ciências Sociais::Instituto de Filosofia e Ciências Humanas Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Filosofia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17940 |
Resumo: | Existem muitos jeitos de construir muros. Mármore e Barbárie é sobre os muros detonados, e que deram lugar a uma outra cidade há pouco mais de cem anos. Esta tese possui três vetores que se cruzam: as transformações urbanas na Corte Imperial, as práticas higienistas em suas relações com a experiência da epidemia, a cidadania negra no contexto que margeia o 13 de maio. Chamamos de medicina política ou dispositivo médico-higienista a rede que intercala os três vetores. Aqueles muros desfeitos não serviram para aproximar, mas para resolver um excesso de presença. Presenças fixas porém excessivas e indesejáveis na Cidade Velha. São elas os miasmas, os forros, os livres, os elementos anti-estéticos e anti-higiênicos incorporados em alguns tipos de habitação. No quadro do desejo de saneamento étnico e social, o combate a sujeitos excessivamente livres foi passagem obrigatória no processo de recolonização dos corpos característico da formação da República. |