Causalidade e explicação em português: contribuição ao ensino produtivo da língua

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Marvila, Aureni da Silva Magalhães
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Instituto de Letras
BR
UERJ
Programa de Pós-Graduação em Letras
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/5988
Resumo: Este estudo apresenta um levantamento de estruturas sintáticas causais e explicativas e sua correlação, respectivamente, com os modos narrativo e argumentativo de organização do texto, evidenciando a frequência de tais construções nos respectivos gêneros textuais: notícia, crônica, editorial e redação de vestibular. Para a coleta de dados, analisam-se 400 (quatrocentos) textos, 100 (cem) de cada gênero supramencionado. Há o confronto de conectivos que, na tradicional escolar, representam formas de expressão da causalidade (sentido restrito) e da explicação, repensando-se aspectos da descrição e do ensino de Língua Portuguesa, com vistas à proficiência discursiva na modalidade escrita. Aponta como principais resultados: a) a existência de três grupos de conectivos explicativos: os exclusivamente causais, os exclusivamente explicativos e os que exercem dupla função; b) a correlação entre os três modos verbais e a explicação, e, no caso da causalidade, uma correlação apenas com os modos verbais Indicativo e Subjuntivo; c) uma correspondência entre causalidade (no sentido estrito) e narração, e entre explicação e argumentação; d) a relação entre Factualidade e as estruturas causais, e entre o ato de fala chamado Justificativa e as orações explicativas, expressando não apenas ordens, pedidos, convites, opiniões e perguntas. Conclui que o estudo dos conectivos causais e explicativos deve estimular a reconstrução do conhecimento e a observância dos elementos verbais (disponíveis na língua) que são responsáveis pela construção dos sentidos. Além disso, que o ensino de Língua Portuguesa deve estar centrado em uma abordagem produtiva, mais funcional, não essencialmente classificatória e conteudista, de forma que a gramática, com a contribuição de estudos do discurso, promova o desenvolvimento de habilidades e competências de produção de textos. Não se propõe com isso que a tradição escolar seja descartada. Ao contrário, é mais uma reflexão, no caso, intradisciplinar, com vistas à construção de uma prática didático-pedagógica em língua materna