Quando a terra é dinheiro, a natureza é território: uma investigação histórico-geográfica de povos indígenas no Médio Xingu, 1950-1980
Ano de defesa: | 2018 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Tecnologia e Ciências::Instituto de Geografia BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Geografia |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/13259 |
Resumo: | A pesquisa trata da investigação histórico-geográfica acerca do processo de territorialização dos povos indígenas no Médio Xingu durante o século XX. Recorre-se ao método da situação geográfica, elaborado como delimitação, ao mesmo tempo física e relacional, oriunda de uma subtotalidade concreta temporalmente marcada pela incidência de eventos cuja técnica é considerada o principal vetor. A situação permite assim, a definição tanto de uma escala de acontecimentos como de uma escala de conceitos. Admitindo ainda a ação dos sujeitos de modo central em sua estrutura metodológica, esta observada desde a convivência pregressa da autora com os povos indígenas à interlocução com as memórias e biografias dos auxiliares sertanistas e gateiros . No intuito de atualização da situação geográfica fez-se o uso combinado da situação histórica, ou colonial, a partir do campo da antropologia histórica. Desta maneira, os eventos circunscreveram as distintas situações as quais representam o quadro histórico com o qual interagem as trajetórias indígenas. O primeiro evento é o de abertura das rodovias a partir da segunda metade do século XX no interflúvio Tocantins-Xingu, sendo as principais a Belém-Brasília, sua abertura foi iniciada em 1955, e a rodovia Transamazônica, iniciada em 1970. O segundo evento, decorrente do primeiro: o monopólio da terra. A partir da segunda metade da década de 1970 a terra é tornada reserva de valor pelo grande capital no Vale do Xingu. Diante do olhar para o movimento histórico do espaço, a intenção é de também aproximar da compreensão de uma dimensão espacial indígena. A partir de chaves de interpretação desde uma ideologia existencialista, à medida que considera uma estrutura existencial indígena embebida em perpétuo devir, o que faz de sua significação também entendida sob perspectiva deste devir. Além disso, é através da leitura do conteúdo do espaço, a Estrutura, de onde se espera desvelar o território, ou a conjuntura, permitindo assim alcançar a compreensão totalizante do objeto geográfico. Demonstrou este estudo que o movimento dos povos indígenas, o qual corresponde à fuga e a busca por zonas refúgio, não se limitou a uma delimitação espacial inexorável. As zonas de refúgio foram estabelecidas à medida do avanço da colonização. Ademais disso, o que posteriormente foi admitido como território ou Terra Indígena trata-se de uma porção do espaço muito menor do que aquela de uso e ocupação destes povos. Desta maneira, no presente plano de acontecimentos e de análise, a apropriação e movimento indígena pelo espaço essencialmente apresentou-se como uma possível busca por espaços isolados da violência colonial bem como do risco das epidemias. A fuga para os centros da terra indica assim, experiências pregressas de contato com a população colonial e do subseqüente desencadeamento de surtos e mortandade generalizada das populações. Por fim, ao contrário de se perseguir uma métrica precisa que estabeleça unidades territoriais rígidas, aos moldes do conceito de propriedade privada , o estudo demonstrou uma evidente necessidade de compreensão de conceitos de sociedade-espaço com base no conhecimento do uso e significação indígena perante o movimento histórico do espaço-total |