Efeitos da suplementação dietética com óleo de chia (Salvia hispanica L.) sobre as alterações metabólicas decorrentes da obesidade
Ano de defesa: | 2016 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro Biomédico::Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes Brasil UERJ Programa de Pós-Graduação em Biociências |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/17732 |
Resumo: | As alterações na sensibilidade à insulina podem ocorrer quando do aumento nas concentrações plasmáticas de ácidos graxos não esterificados e de mediadores inflamatórios, condições normalmente presentes na obesidade. Por estarem diretamente relacionados à adipogênese e ao metabolismo energético, vários ácidos graxos são correlacionados com as consequências da obesidade. Especialmente alguns dos poliinsaturados ômega-3 (ω-3), podem ser substratos para a síntese de mediadores inflamatórios, como eicosanóides. Dentre as fontes de ácidos graxos ω3, o óleo de semente de chia, foi descrito como a mais rica fonte vegetal de ácido graxo α-linolênico (ALA, 18: 3 ω-3). O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da suplementação dietética com óleo de chia em um modelo animal de síndrome metabólica induzida por dieta rica em gordura. Para os experimentos, camundongos C57-black 6 com 21 dias de vida foram mantidos sob dieta hiperlipídica (45% de Kcal provenientes de gordura) até os 90 dias de vida (grupo H). A partir dessa idade, a dieta foi suplementada com 1,5% de óleo de semente de chia (m/m) até os 135 dias de vida (Grupo HC). Um grupo controle de animais de mesma idade recebeu dieta padrão normolipídica durante todo o período. Comparados com o grupo controle, os animais dos grupos H e HC tiveram aumento de 20% do peso corporal, embora, ao final do período, não foram observadas diferenças significativas no peso corporal entre os grupos H e HC. Por outro lado, os níveis séricos de leptina e triglicerídeos, como também o conteúdo de lipídeos hepáticos, estavam significativamente reduzidos nos animais do grupo suplementado com o óleo de chia (HC), quando comparados ao grupo H. No tecido adiposo epididimal, a suplementação com óleo de chia promoveu uma redução no tamanho dos adipócitos e uma mudança no perfil de ácidos graxos, evidenciada pela diminuição no conteúdo de ácidos graxos saturados. Os animais do grupo HC também apresentaram uma melhora na tolerância à glicose e uma diminuição nos níveis séricos de insulina. A suplementação com óleo chia à dieta hiperlipídica também induziu uma sinalização mais eficiente do receptor de insulina no tecido muscular esquelético que, após o estímulo com o hormônio, apresentou uma menor fosforilação em Ser307 do IRS-1, um aumento da fosforilação de AKT e maior translocação de GLUT4 para a membrana, em comparação com o músculo esquelético de animais do grupo H. Em conjunto, nossos resultados sugerem que a suplementação com óleo de chia pode atenuar algumas das principais alterações metabólicas decorrentes da obesidade, melhorando especialmente a resistência à insulina, apresentando-se assim como uma opção no tratamento da obesidade e suas consequências. |