Geração Tombamento e seus Olhares: uma pesquisa-formação com Fotografia Digital na Cibercultura
Ano de defesa: | 2016 |
---|---|
Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades::Faculdade de Educação BR UERJ Programa de Pós-Graduação em Educação |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://www.bdtd.uerj.br/handle/1/10711 |
Resumo: | Esta pesquisa procurou compreender como a mediação de usos da fotografia digital pode potencializar a autoria de jovens na cibercultura. Este objetivo de pesquisa tem origem nos dilemas docentes da pesquisadora que atua na mediação da disciplina Olhar a qual faz parte do currículo dos cursos de Fotografia e Tratamento de Imagem na Escola de Arte e Tecnologia Spectaculu. Essa escola disponibiliza cursos de formação artística e cultural para jovens entre 16 e 21 anos, moradores de periferias do estado do Rio de Janeiro. Neste contexto desenvolvemos uma pesquisa-formação, a qual não separa o campo da docência da investigação científica. A pesquisa, para tanto, forjou o dispositivo formativo o projeto Autorretrato Musical . A experiência docente com esse projeto permitiu a emergência de imagens e narrativas que compõe os dados dessa pesquisa. Uma vez que esse processo foi colaborativo entre docente e jovens estudantes, esses dados foram produzidos e não coletados. Os achados da pesquisa revelam que a prática pedagógica mediada por imagens digitais nos permitiu conhecer uma geração contemporânea, a geração tombamento, nascida e criada nas periferias e que demarca os seus usos das tecnologias digitais em rede como uns dos principais propulsores do processo de empoderamento. A geração que se empodera a cada dia busca discutir sobre as questões sociais emergentes como racismo, machismo e homofobia que geram, por sua vez, uma chacina sanguinária e psicológica de jovens negros por todo estado do Rio de Janeiro. O tombamento recompõe não só a reflexão e autonomia, mas cria uma nova estética. Uma estética que exala aquilo que essa juventude escondia durante anos. Essa estética acontece num processo de reconhecimento e também de enfrentamento, já que o fato de estar escondido é consequência da imposição de uma estética padronizada, branca e heteronormativa. O corpo dessa juventude é, por presença, resistência. Nesse próprio corpo, os jovens potencializam sua autoria, vivendo uma experiência estética e tombando - como eles dizem. Como resultado da pesquisa, compreendemos que a proposição de um mergulho no campo sensível, processo primeiro da interpretação, possibilita a experiência estética, a qual é reconhecida também na geração tombamento que, por sua vez, imersa e produtora ativa do contexto que cibercultura, vem lacrando epistemologicamente evocando efeitos de presença nos espaços cartesianos. |