Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Huller, Daniela
 |
Orientador(a): |
Otuki, Michel Fleith
 |
Banca de defesa: |
Schwartz Filho, Humberto Osvaldo,
Urban, Vanessa Migliorini |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual de Ponta Grossa
|
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Odontologia
|
Departamento: |
Departamento de Odontologia
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/2589
|
Resumo: |
A utilização do ouro na forma nanoparticulada vem sendo uma forma promissora alternativa para o tratamento de condições inflamatórias. Devido as suas propriedades anti-inflamatórias se justifica a possibilidade do emprego das nanopartículas de ouro (AuNPs) no tratamento de inflamações pulpares. Entretanto, para utilização na Odontologia, pouco se sabe sobre o efeito real das AuNPs sobre a polpa dental e seus componentes celulares. Os objetivos deste trabalho foram: caracterizar as nanopartículas de ouro sintetizadas, avaliar seu potencial citotóxico, atividade antimicrobiana e anti-inflamatória. Para a caracterização, foram realizados testes de espectroscopia de absorção no ultravioleta-visível (UV–VIS), microscopia eletrônica de varredura (FEG–SEM) e potencial Zeta. O potencial citotóxico foi avaliado em cultura de células indiferenciadas da polpa dental humana. Os grupos experimentais avaliados foram: nanopartículas de ouro reduzidas com citrato de sódio (Au@CS); nanopartículas de ouro revestidas com polivinilpirrolidona (Au@CS+PVP), ambas em diferentes concentrações (100; 50; 25; 12,5; 6,25 e 3,12 μg/mL); citrato de sódio (agente redutor e surfactante) e PVP (agente estabilizante). Para avaliar o potencial citotóxico, foram analisados parâmetros de viabilidade, morfologia e potencial de reparo celular. A capacidade antimicrobiana foi analisada através dos testes de difusão em ágar e microdiluição. O potencial anti-inflamatório foi avaliado através do efeito das AuNPs na liberação de mediadores inflamatórios (TNF-α) em macrófagos. Os dados para as variáveis quantitativas paramétricas foram analisados usando a análise de variância de uma via (ANOVA), e aplicado pós-teste de Tukey. Os dados quantitativos não paramétricos e qualitativos ordinais foram analisados usando a análise de Kruskal-Wallis com pós teste de Dunn. Significância estatística foi estabelecida em p<0,05. Os resultados mostraram que as dispersões coloidais de nanopartículas sintetizadas possuem formato esférico, diâmetro médio aproximado de 20 nm e são altamente estáveis. Os grupos Au@CS e Au@CS+PVP, nas concentrações analisadas, não apresentaram potencial citotóxico para as células indiferenciadas da polpa dental humana, sem redução da viabilidade celular e alteração morfológica para os períodos analisados. As nanopartículas não interferiram na proliferação e migração celular, mas apresentaram aumento na quantidade de proteínas para as menores concentrações de Au@CS+PVP. As nanopartículas de ouro nas concentrações testadas não apresentaram halos de inibição ou redução do crescimento microbiano de maneira expressiva. As Au@CS demonstraram potencial anti-inflamatório em sua maior concentração avaliada (100 μg/mL) e as Au@CS+PVP nas duas maiores concentrações (50 e 100 μg/mL). Os resultados obtidos sugerem que, nas condições experimentais do trabalho aqui apresentado, as Au@CS e Au@CS+PVP não foram citotóxicas e apresentam potencial anti-inflamatório discreto. As Au@CS não apresentam potencial antimicrobiano. |