Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Morais, Laís Caroline de Assunção
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Orientador(a): |
Ferrari, Priscileila Colerato
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Banca de defesa: |
Campos, Patrícia Mazureki
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Oliveira, Thais Latansio de
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Estadual de Ponta Grossa
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmaceuticas
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Departamento: |
Departamento de Ciências Farmacêuticas
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://tede2.uepg.br/jspui/handle/prefix/4104
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Resumo: |
As feridas cutâneas são caracterizadas essencialmente por uma lesão que leva a descontinuidade da estrutura da pele em diferentes graus de extensão. O processo de cicatrização é complexo e envolve diferentes etapas como hemostasia, inflamação, fase proliferativa e remodelação tecidual. Muitos fatores podem interferir nas alterações celulares e moleculares durante o processo de cicatrização, e a modulação da fase inflamatória pode acelerar este processo com menores efeitos maléficos, como a dor, edema, e presença de exsudatos. Leonurus sibiricus é uma planta de origem asiática que é utilizada popularmente como anti- inflamatória, contudo não há relatos científicos da sua aplicação para auxílio na cicatrização da pele. Dessa forma, o objetivo do trabalho foi caracterizar os extratos aquoso e metanólico de L. sibiricus e avaliar a cicatrização em modelo animal tratado com gel contendo os extratos. A caracterização dos extratos foi realizada por espectroscopia de massas e os flavonóides totais foram quantificados. A cicatrização das feridas foi avaliada pela retração da lesão e regeneração tecidual em estudo histológico corado com hematoxilina-eosina e picrossirius. Diversos compostos químicos foram encontrados nos espectros dos extratos, mostrando diferente composição entre eles, principalmente no intervalo de massas de 350 a 550 m/z. Contudo, alguns compostos como ácido siringico, apigenina, luteolin-7- metil-éter, ácido clorogênico e luteolina possivelmente estão presentes nos dois extratos. Os animais tratados com os extratos apresentaram maior retração das lesões no décimo quarto dia após início do estudo em relação ao grupo controle. O estudo histológico mostrou melhor regeneração tecidual nos animais tratados com os extratos do que o grupo controle, e os animais do grupo metanólico apresentaram regeneração tecidual mais organizada com maior presença de colágeno tipo I a partir do décimo quarto dia. Assim, os extratos apresentam-se promissores para uso como cicatrizante, sendo necessários estudos mais aprofundados dos mecanismos de atuação dos compostos químicos encontrados. |